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Empresas de saúde investem em Internet das Coisas e Impressão 3D

14 de novembro de 2019 Posted by Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Empresas de saúde investem em Internet das Coisas e Impressão 3D”

Pesquisa da Gartner aponta melhores do setor em 2019, com foco na logística.

Agilidade, estratégia e transformação digital. A busca por essas qualidades foi a chave para a excelência logística das empresas de saúde em 2019, apontou o novo relatório da empresa de análise de tendências Gartner. Ela divulgou o ranking com as melhores cadeias logísticas das empresas do setor, com a Johnson & Johnson alcançando o primeiro lugar, seguida por nomes tradicionais do mercado global, como a Mercy, Novo Nordisck e Medtronic.

“Novas tecnologias, custos elevados e crescente influência dos pacientes forçaram a indústria de saúde a se adaptar de forma acelerada”, analisou o pesquisador Stephen Meyer, responsável pelo ranking. Ele destacou três atributos das melhores empresas da área: Agilidade, estratégia e transformação digital.

A tradição não ajudou o setor a enfrentar os novos tempos com agilidade, mas o crescimento da demanda por uma atenção à saúde cada vez mais individualizada forçou muitas companhias a reverem seus processos. Estoques grandes e pouco diversificados foram substituídos por plataformas flexíveis.

Um exemplo é o J&J 3D Printing Centre of Excellence (CoE), montado pela Johnson & Johnson, capaz de criar instrumentos cirúrgicos, próteses e ferramentas médicas customizadas, entre outros. O centro de impressão é formado por uma rede de laboratórios em universidades e institutos de pesquisa na Europa e América do Norte. “A impressão 3D é capaz de mudar o jogo quando se trata de atendimento a pacientes, clientes e fornecedores”, destaca Sam Onukuri, chefe do laboratório. É possível desenvolver produtos e instrumentos que seriam inviáveis em escala industrial.

Um dos focos das empresas é o crescimento do mercado ligado à Internet das Coisas (IoT, da sigla em inglês Internet of Things). São dezenas de aplicações, como:

  • Monitoramento remoto de pacientes: Reduz custos e deslocamentos, evitando a hospitalização. Amplia o atendimento a áreas remotas ou de difícil acesso.
  • Monitoramento de diabéticos: Aplicativos IoT “vestíveis” podem monitorar em tempo real os índices de glicose no sangue e, também, ajustar doses de insulina.
  • Inaladores com sensores: Para asmáticos, os inaladores ligados em rede são capazes de prever um ataque de asma com até 8 horas de antecedência.
  • Relógios antidepressão: Relógios que detectam níveis de indicadores de depressão, oferecendo informações complementares para o tratamento.
  • Sensores ingeríveis: quer saber se o paciente tomou o medicamento no horário certo? Os sensores com magnésio e cobre disparam um sinal se a medicação não for tomada no momento correto.

O foco em soluções digitais é especialmente importante, embora a Gartner tenha apontado para importância de não se esperar resultados imediatos, uma vez que a experimentação é a chave para o desenvolvimento de novos fluxos de atendimento aos clientes.

 

Vai criticar? Desligue o celular e use o computador

22 de outubro de 2019 Posted by Negócios, Tecnologia 0 thoughts on “Vai criticar? Desligue o celular e use o computador”

Além do conteúdo, dispositivo onde avaliações e reviews são postados tem relação com a confiabilidade sentida pelos leitores, aponta estudo.

É bem provável que você já tenha consultado comentários e reviews sobre um estabelecimento ou serviço antes de consumir ou fazer uma compra. Com a disseminação das plataformas online, tais como Booking, Trip Advisor, Yelp, Amazon, Foursquare e mesmo as ferramentas do Google, consultar as opiniões de outros usuários virou uma etapa praticamente obrigatória no processo de decisão de muitas pessoas. O curioso é que, em matéria de relevância, não apenas o conteúdo dessas avaliações importa.

Uma pesquisa, publicada recentemente pela Universidade de Connecticut (UConn) e veiculada na Revista Marketing Science, explorou algumas diferenças na percepção dos leitores dessas contribuições com base na plataforma onde foram geradas. 

Ao avaliar 275 mil avaliações de restaurantes, estudiosos da UConn, do Boston College e da Universidade de Pequim perceberam que as publicações feitas utilizando um dispositivo móvel obtiveram de 10% a 40% menos curtidas que as postadas de um desktop ou laptop. 

Uma das hipóteses do estudo é que a natureza do tempo real nas análises veiculadas pelo celular faz com que os revisores não tenham tempo suficiente para refletir sobre suas opiniões, o que teria impacto sobre a qualidade da informação. 

Esses comentários, portanto, podem não ser tão úteis para os leitores, mas ficou claro com o estudo que é bastante relevante para aqueles que os escrevem. “Escrever críticas pode ser terapêutico e ajudar os consumidores a entender suas experiências – aumentando o valor para os redatores, se não para aqueles que lêem as críticas”, comentam os autores da pesquisa. Sam Ransbotham, um dos pesquisadores que coordenou o trabalho, completa destacando que há prós e contras em incentivar o “boca a boca” pelos dispositivos móveis: “Como as análises móveis podem não se beneficiar da reflexão, as plataformas móveis podem, na verdade, incentivar o feedback de clientes menos engajados”.

Blockchain é uma moda passageira?

11 de outubro de 2019 Posted by Data Science, Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Blockchain é uma moda passageira?”

Tecnologia que sustenta as criptomoedas enfrenta os desafios da operacionalização.

 

Responsável por toda a onda em torno das criptomoedas, a tecnologia blockchain é (ou era) uma das mais promissoras em desenvolvimento nos últimos anos. Mas enfrenta uma crise: “Muitos de seus experimentos permanecem em estado experimental, não permitindo a construção dos esperados novos ecossistemas digitais”, afirma Avivah Litan, analista e vice-presidente da Gartner. A empresa, reconhecida por seu estudo de tendências em tecnologia da informação, divulgou esta semana seu já conhecido hype cycle atualizado para o blockchain, e as expectativas não são as melhores.

Enquanto diversas aplicações ligadas ao blockchain ainda estão entrando no “pico das expectativas infladas”, várias já se encaminham para o “fosso das desilusões”. Os dois termos são traduções livres dos estágios do ciclo de vida de uma tecnologia, que vai da concepção (o inonovation trigger) ao platô de produtividade (plateau of productivity).

O “pico das expectativas infladas” (peak of inflated expectations) é o momento em que as tecnologias não estão operacionais, mas muito se fala sobre elas, com pequenos avanços ganhando grande publicidade. Nós mesmos já participamos do hype, aqui. Outro caso é o dos smart contracts. Estes contratos à prova de falsificações permitem negociações entre desconhecidos, mesmo para transações de alto valor, e são simples o suficiente para permitir a eliminação de intermediadores, como advogados, corretores ou cartórios. Sim, um lindo sonho. Mas está tão distante da realidade que nem mesmo frustrados com eles nós estamos.

Não podemos dizer o mesmo de todo um conjunto de ferramentas ligadas às criptomoedas, como as plataformas de negociação e as carteiras virtuais. Estas tecnologias entraram no fosso das desilusões (trough of disilusionment). Os sistemas em funcionamento não entregaram o que prometiam e cada vez mais pessoas percebem que não será tão fácil como se imaginava.

Um dos estudos mais conhecidos sobre as dificuldades enfrentadas pela blockchain é o relatório apresentado pelos pesquisadores da Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional, após avaliarem 43 experiências com blockchain. Nas palavras de Christine Murphy:

“Não encontramos nenhuma documentação ou evidência dos resultados. Também não encontramos lições aprendidas ou insights práticos, como costumam estar disponíveis para outras tecnologias em desenvolvimento. Apesar de todo o hype sobre como o Blockchain vai trazer transparência para processos e operações em ambientes de baixa confiança, a indústria em si é opaca.  Por isso, nossa opinião é a de que faltam evidências que embasem as declarações sobre o valor do Blockchain para os potenciais adotantes”.

Para a Gartner, entretanto, a chegada ao fosso das desilusões é apenas um passo necessário antes da assimilação da tecnologia pelo mercado. É o momento em que as apostas erradas são fechadas e os desenvolvedores efetivamente identificam o que funciona e o que não funciona. O relatório prevê que, em 2023, as plataformas serão escaláveis e interoperáveis, abrindo caminho para a disseminação de ferramentas em grande escala, a partir de 2028.

A revolução dos celulares faz mais uma vítima

3 de outubro de 2019 Posted by Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “A revolução dos celulares faz mais uma vítima”

Pesquisa revela velocidade cada vez maior de digitação nos celulares, pondo em risco o futuro dos teclados físicos.

Digitamos cada vez mais rápido nos celulares, mas já não somos tão bons assim nos computadores. É o fim dos teclados? A cobertura global das redes de telefonia e a disseminação de aparelhos com capacidade de processamento cada vez maior causaram uma revolução. Muitas tecnologias viveram ciclos acelerados de obsolescência e mesmo interfaces resistentes, como os tradicionais teclados, correm o risco de desaparecer (ou tornarem-se marginais). Sobre o futuro do mouse, já falamos neste blog, aqui.

Os resultados da mais ampla pesquisa já realizada sobre a velocidade de digitação mostram que os usuários de celular estão cada vez mais rápidos. Anna Feit, pesquisadora da ETH Zurich e uma das autoras do estudo, afirma:

“Ficamos impressionados ao ver que pessoas digitando nos celulares atingiram a velocidade média de 38 palavras por minuto, o que é apenas 25% mais lento que nos computadores”.

É claro que os teclados oferecem uma velocidade final superior. No remoto passado analógico, época das máquinas de escrever, cursos ensinavam técnicas avançadas de digitação. O PPM (Palavras Por Minutos) constava em currículos e “digitador” era uma profissão.

Entretanto, esta capacidade torna-se cada vez mais subutilizada, à medida que dependemos mais do celular e menos do computador. No conjunto, a velocidade média de digitação no PC caiu. Como aponta a pesquisadora Anna Feit:

“Embora uma pessoa possa digitar com muita rapidez nos teclados, ultrapassando as 100 PPM, a proporção de pessoas que efetivamente alcança este número está decrescendo”

A velocidade média atual varia entre 35 e 65 PPM nos teclados físicos e é de 38 PPM nos celulares. O estudo, realizado com 37.000 voluntários, foi aplicado online e revelou um efeito geracional. Jovens com idade entre 10 e 19 anos eram em média 10 PPM mais rápidos que adultos na faixa dos 40 anos. “É uma geração que cresceu usando o touchscreen, ao contrário dos mais velhos, que tiveram que se adaptar a diferentes tecnologias ao longo da vida”, afirma Antti Oulasvirta, professor da Universidade Aalto, na Finlândia.

A pesquisa confirmou também o que muitos usuários já sabem: para digitar rápido, use os dois polegares e deixa ligada a função de correção ortográfica automática. Quer saber a quantas anda seu PPM? Clique aqui para fazer um teste.

Você compartilharia seu prontuário médico?

30 de setembro de 2019 Posted by Negócios, Pessoas, Tendências 0 thoughts on “Você compartilharia seu prontuário médico?”

Médicos e pacientes beneficiariam-se com o acesso ao histórico de dados, mas segurança e privacidade são desafios.

Computador já é uma tecnologia madura, a internet está aí há mais de 30 anos e, nessas tantas décadas, quantas vezes você já foi ao médico, fez exames e teve remédios prescritos? Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar, somente em 2018 os beneficiários de planos de saúde realizaram 1,57 bilhão de procedimentos como internações, consultas e exames. Some a este número o atendimento pelo SUS e pela rede particular e o resultado é um universo de informações médicas crescente a cada ano. A pergunta, entretanto, é: você tem acesso a seu prontuário médico antigo e recente?

A resposta é negativa na maioria das vezes. Pessoas capazes de construir uma relação de longo prazo com profissionais da área médica tendem a ter acesso a um prontuário extenso. Entretanto, é feito de muitas lacunas o prontuário de um cidadão às voltas com diversos médicos, migrando (ou compartilhando) ao longo dos anos serviços da rede de saúde pública, suplementar e particular. Quais remédios foram prescritos no passado? Quantas consultas feitas por especialidade? Qual os índices de colesterol há 15 anos?

A falta de acesso ao histórico médico é causa de problemas para pacientes e profissionais da saúde. Para os pacientes, ele permite acompanhar o registro de indicadores (glicemia, colesterol, para citar alguns básicos), remédios e doenças. Para os médicos, em uma emergência, pode ser a diferença entre a vida e a morte.

Propostas de implantação de históricos médicos eletrônicos estão em diferentes fases de estudo ou implantação em diversos países. No Brasil, o prontuário eletrônico do SUS é obrigatório desde 2017 nas unidades básicas de saúde. Sua real implantação, entretanto, é limitada e enfrenta uma série de desafios.

Um dos mais conhecidos sistemas é o de Singapura. O SingHealth reúne a principal rede de atendimento do país e, desde 2013, coleta, consolida e disponibiliza as informações de pacientes atendidos. A adesão dos médicos de clínicas particulares, entretanto, foi muito baixa e, em 2018, o governo anunciou que tornaria obrigatório o compartilhamento de informações. Um ciberataque ao sistema, no ano passado, obrigou o governo a rever a medida. Os dados particulares de 1,5 milhão de pacientes foram roubados, incluindo os do Primeiro-Ministro.

O caso de Singapura é emblemático por revelar dois dos principais desafios enfrentados por propostas similares: a privacidade e a segurança. Dados médicos são particularmente sensíveis e podem ser usados de forma cruel por empresas, governos e indivíduos mal-intencionados. Médicos têm restrições em compartilhar os dados de seus pacientes e os pacientes têm restrições em compartilhar seus dados com outros médicos ou pessoas.

A regulamentação para proteger os pacientes é extensa. Nos Estados Unidos, o Health Insurance Portability and Accountability Act (HIPAA) estabelece uma série de diretrizes, estabelecendo, entre outros, que o paciente tem o direito a:

· Saber e entender como seus dados são armazenados e utilizados pelo sistema de saúde.

· Determinar quem tem acesso ao seu prontuário médico.

· Garantia de segurança contra vazamentos e ataques.

· Garantia à integridade, para evitar adulterações ou manipulações de resultados.

Na União Europeia, a General Data Protection Regulation (GDPR), em vigor desde 2017, teve grande impacto na área de saúde, uma vez que o histórico médico pessoal é informação pessoal e sensível, protegida pela legislação. Todo o sistema de saúde foi obrigado a revisar seus procedimentos em relação à coleta e à guarda de informações de seus pacientes.

Isso vale para as gigantes da tecnologia também. E elas estão de olho em suas informações. Este ano foi publicada uma patente da Google que permite agregar e armazenar o histórico médico de milhões de pessoas, de forma sistematizada para a aplicação de técnicas de predição via Deep Learning. O registro foi assinado por 20 funcionários, entre eles toda a alta cúpula e os pesquisadores da área de inteligência artificial. O sistema permanece em segredo, gerando todo tipo de especulação.

Ensinando e aprendendo com dados

26 de setembro de 2019 Posted by Data Science, Negócios, Pessoas 0 thoughts on “Ensinando e aprendendo com dados”

A ciência de dados nas escolas pode trazer novas possibilidades para a educação.

São inúmeros os desafios da educação brasileira: estrutura física inadequada, professores despreparados, processos internos burocráticos, sistemas educacionais arcaicos, crianças e jovens desestimulados, entre outros. Ao mesmo tempo, não faltam informações sobre o sistema. A Educação há décadas coleta e armazena dados sobre si mesma. Ferramentas e técnicas da ciência de dados têm muito a contribuir para melhorar a capacidade das pessoas de pensar, resolver e aprender, oferecendo tecnologias capazes de encontrar soluções para esses problemas.

A educação é um domínio particularmente adequado para a Data Science. Os dados educacionais são extensos e abrangem: registros escolares do ensino fundamental e médio; arquivos digitais de matérias e anotações; respostas dos alunos a testes e provas, e caso seja adequado, ela também pode abordar a interação em sala de aula, através de gravações de vídeo e voz, seria possível captar como o gerenciamento e a instrução em sala de aula são feitos, além da resposta dos alunos.

O tema está em discussão no 2º Desafios de Dados, um evento nos moldes Datathon em que uma equipe se inscreve e busca soluções em Data Science para problemas específicos. Na edição de 2019 a pauta é Educação Pública no Brasil. A edição que deu origem ao evento tratou da questão da saúde, tema que abordamos em nosso último texto no blog

Muitas das equipes inscritas fazem parte de Edtechs, um acrônimo das palavras Education e Technology. São startups que se diferenciam das outras por duas características

O uso de alguma forma da tecnologia, que significa a aplicação sistemática de conhecimento científico para tarefas práticas.

A tecnologia como facilitadora de processos de aprendizagem e aprimoramento dos sistemas educacionais, gerando efetividade e eficácia.

Estas empresas desenvolvem soluções tecnológicas para a oferta de serviços relacionados à educação, como plataformas de ensino, cursos online, jogos educativos, sistemas de gestão de aprendizado, entre outros.

No Brasil, de acordo com um mapeamento do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB), em parceria com a Associação Brasileira de Startups (Abstartup), 73% dos estados brasileiros têm ao menos 3 edtechs. São Paulo concentra 43% delas, seguido por Minas Gerais, com 11% e Rio de Janeiro com 10%.

As startups criam alternativas para tornar o ensino e a aprendizagem mais eficientes, fazendo os usuários aprenderem mais rapidamente, com maior retenção de conteúdo. Com o treinamento adequado, educadores poderiam realizar tarefas de visualização, redução, descrição e previsão de dados, para que possam entender os sistemas educacionais, seus problemas e possíveis soluções, além de desenvolver uma compreensão mais profunda e formas de soluções empiricamente estabelecidas.

Todas essas novas fontes de dados estão repletas de informações sobre comunicação, relações e perfis comportamentais.  Todas essas informações podem ser extraídas e analisadas para entender e resolver problemas educacionais persistentes.

A Data Science poderia trabalhar em cima de diversas questões como: atrito do aluno e evasão escolar; frequência do aluno; detenções; encaminhamentos; atrasos na aprendizagem; falha na progressão; preconceito; etc. Não podemos dizer que a internet afastou os mais jovens do conhecimento, porque nunca tivemos tanta facilidade de acesso e contato com informação.

Uma breve história da (computação em) nuvem

28 de agosto de 2019 Posted by Data Science, Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Uma breve história da (computação em) nuvem”

O conceito de cloud computing nasceu em 1960, conheça as origens desse mercado que movimenta bilhões.

O mercado de Cloud Computing está em alta. Em 2018, movimentou 200 bilhões de dólares, e há expectativas de que alcance a casa dos 300 bilhões em 2022, de acordo com a IDC – International Data Corporation. No dia a dia, os usuários encontram nesses serviços a facilidade de ampliar o armazenamento de seu smartphone, compartilhar arquivos com outras pessoas, mas a nuvem não se resume a isso. Quando uma empresa adere a esse serviço, ela pode desfrutar de maior produtividade, escalabilidade e segurança, elevando seu rendimento em diversos âmbitos.

A nuvem se tornou uma ferramenta acessível para qualquer um que possua um smartphone ou computador, mas apesar de parecer uma tecnologia recente, já se discutia sobre ela há muitas décadas. Os primeiros registros do que seria a base da nuvem nasceram com o americano John McCarthy, que em 1960, nove anos antes da criação da internet, já sugeria o conceito de computer utility, uma computação compartilhada simultaneamente entre dois ou mais usuários, onde você paga apenas pelo que usa. Suas palavras, em 1961, foram proféticas:

A computação poderá ser usufruída de forma pública, como hoje usamos a telefonia. Cada usuário pagará somente pelo que usar, mas com acesso às ferramentas de um sistema completo. Esta capacidade da comutação poderá ser a base de uma nova e importante indústria.

Outro nome importante para a criação e popularização da Cloud Computing é o físico Joseph Carl, que permitiu o compartilhamento de dados e a comunicação em escala global com a ARPANET, predecessora da internet. Joseph Carl é hoje considerado um dos pais esquecidos da internet.

Nos anos 1990, já com a World Wide Web, houve uma série de avanços nos sistemas de telecomunicação, como o aumento da banda larga, fácil acesso a computadores e a proliferação de internet de alta velocidade, abrindo portas para o futuro na nuvem. Assim, em 1997, foi usado pela primeira vez o termo Cloud Computing, em uma palestra ministrada pelo professor de Sistemas de Informação Ramnath Chellappa. A terminologia nasceu do símbolo da internet, algo que está “no ar”. Em 1999, a empresa Salesforce foi a primeira a disponibilizar aplicações empresariais pela web, mas foi somente em meados dos anos 2000 que tivemos o mais importante passo para popularização desse mercado no meio empresarial.

O ponto de inflexão na tecnologia é o ano de 2006, quando lançada a primeira versão da EC2, ou Elastic Compute Cloud, desenvolvida pela Amazon Web Services. É a origem do que hoje chamamos de Infrastructure-as-a-Service (IaaS). Ao permitir o acesso remoto ao processamento, na prática “alugando” computadores às empresas, a Amazon ofereceu uma nova visão sobre o sistema. O serviço permitia às empresas eliminar a necessidade de um investimento inicial em hardware, facilitando o desenvolvimento e implantação de serviços e aplicativos com mais rapidez e menos investimento em hardware.

De 2006 para cá aconteceram muitas outras mudanças, avanços e novidades na computação em nuvem. Sobre algumas, já falamos aqui, destacando o potencial, por exemplo, da Data Analytics as a Service. De acordo com a ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software, somente no Brasil, de 2015 a 2017, foi registrado um aumento de 86,92% no faturamento desse segmento.  A nuvem apresenta uma série de soluções empresariais, que podem se aplicar a qualquer tipo de negócio. É necessário, entretanto, avaliar cada caso, uma vez que há riscos em relação a segurança das plataformas e à capacidade de atendimento das redes, especialmente em determinadas áreas e países.

Fail fast, learn faster: essa é a expectativa dos investidores em IoT

20 de agosto de 2019 Posted by Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Fail fast, learn faster: essa é a expectativa dos investidores em IoT”

Empresas asseguram recursos para investimento em IoT, mas cobram resultados rápidos.

A Internet das Coisas (IoT, da sigla em inglês Internet of Things) promete revoluções comparáveis às decorrentes da eletricidade e telefonia celular. O mercado já aposta pesado no novo conceito: 85% dos gestores de grandes empresas reservaram parte do orçamento para investir em projetos envolvendo IoT. O número é um dos mais relevantes do mais recente estudo Global IoT Decision-Maker Survey, 2019: First Look, divulgado este mês pela Internacional Data Corporation (IDC). O objetivo é aumentar a produtividade, reduzir os custos e melhorar a qualidade dos produtos e serviços oferecidos.

O estudo da IDC entrevistou mais de 5 mil diretores e presidentes de companhias de médio a grande porte de 29 países. Com foco na identificação das tendências de investimento e no perfil dos investidores, o levantamento confirma que o orçamento permanece nas mãos da área de TI – uma estratégia criticada por analistas com foco em transformação digital –, e não dispersa pela empresa. E que os investidores têm apostado cada vez mais em métricas de avaliação ao determinar a alocação dos recursos. Os principais indicadores de performance (ou KPY, da sigla em inglês key performance indicators) adotados são:

  • Eficiência operacional.
  • Ganho de produtividade.
  • Redução de custos.

A aplicação constante das KPY foi expresso em outro resultado divulgado pelo estudo: a rapidez na avaliação do sucesso das iniciativas. Mais da metade dos projetos foram considerados malsucedidos em questão de meses, sendo encerrados e substituídos por outros. Fail fast, learn faster é um lema em alta no setor.

Em desenvolvimento desde a década passada, a IoT é um sistema interligado de dispositivos – mecânicos ou digitais – identificados individualmente e com a capacidade de trocar informações em rede, sem intervenção humana. Já falamos do seu impacto na segurança aqui e de sua relação com a Indústria 4.0 aqui, além de sua interdependência com o 5G neste post. A Internet das Coisas pode impactar desde a vida pessoal à produção nas grandes indústrias, os sistemas de segurança, às áreas da saúde e da educação, entre outras inúmeras possibilidades.

Dezenas de aplicações já estão em uso. Carros autônomos, capacetes com projeção de informações no visor, sistemas integrados de iluminação e temperatura de residências, tudo isso é realidade. Um exemplo já conhecido: A geladeira que detecta que determinado alimento acabou e efetua a compra online no supermercado.

Novos usos virão, muito mais avançados. Desenvolvê-los é um desafio. O acesso a profissionais qualificados para o desenvolvimento das máquinas e programas baseados em IoT pulou para a terceira posição na lista de preocupações dos gestores, atrás apenas dos custos com a implantação e a segurança dos projetos, segundo o mesmo estudo.

 

Não perca seu emprego para um robô

9 de agosto de 2019 Posted by Negócios, Pessoas, Tecnologia 0 thoughts on “Não perca seu emprego para um robô”

A automação vai substituir até 800 milhões de empregos, fique atento para que um não seja o seu.

Os avanços da robótica e da inteligência artificial trouxeram mudanças radicais para o mercado global. Nas universidades, pesquisadores consideram que a quarta revolução industrial já começou, e o cenário para os humanos não é otimista: estudos apontam que, até 2030, de 400 a 800 milhões de empregos terão sido substituídos por robôs em todo o mundo. No Brasil, de acordo com pesquisa feita pela UNB, 54% dos empregos formais estão ameaçados.

Apesar das previsões pouco otimistas para o trabalhador, não é qualquer emprego que pode ser substituído, e mesmo dentre os que podem, nem todos são viáveis. Uma série de fatores determina o potencial para que um trabalho humano seja automatizado, sendo os primeiros a dificuldade e o custo de se trocar uma pessoa por uma máquina. Alguns processos demandam pesquisas longas e investimentos caros. No entanto, se a área possuir pouca mão de obra qualificada e seus trabalhadores forem de alto custo, ela pode tender a optar pela automação. Além disso, é preciso analisar os benefícios secundários da automação, como a maior segurança no trabalho ou menor impacto ambiental, de acordo com a organização, e claro, as regulamentações necessárias e a aceitação social, que podem variar de acordo com a área de atuação da empresa.

Diante desse cenário, a empresa de consultoria norte-americana McKinsey & Company listou alguns pontos para que os trabalhadores possam se prevenir diante dessa ameaça:

  • Adquira o máximo de experiência que puder, afinal, quanto mais conhecimento você tem menos chances terá de ser substituído ou automatizado.
  • Familiarize-se com o quão substituível é o seu trabalho e como isso pode mudar no futuro. Se você sabe que está em um setor de alto risco, pode tomar medidas agora para garantir sua permanência.
  • Não tenha medo de expandir e desenvolver suas habilidades. Dessa forma, se um dos seus possíveis planos de carreira for interrompido, você terá outras opções para seguir.
  • Preste atenção às inovações de automação em seu setor para que você não seja pego de surpresa.
  • Conseguir posições de gerência e diretoria te colocam em um nível de baixo risco de automação. Tente conseguir uma posição nessas áreas.

Além dos trabalhadores, cabe ao governo participar ativamente de ações de proteção ao labor humano, regulamentando o processo de automação, oferecendo programas de capacitação e estimulando novas ofertas de emprego. A economia de um país depende de uma população empregada, que possa contribuir tanto com sua força de trabalho quanto com seu poder de consumo, e ainda que possa parecer vantajoso para um gestor a substituição total de humanos por máquinas, questões sociais, econômicas e de ética devem ser levadas em conta.

O líder e a transformação digital

7 de agosto de 2019 Posted by Data Science, Negócios, Tecnologia 0 thoughts on “O líder e a transformação digital”

Gestores em tecnologia precisam estar antenados e ter visão sistêmica para liderar processo.

O século 21 consolidou a presença da internet e das novas tecnologias no cotidiano, resultando em uma das mudanças mais importantes de todos os tempos. Esses artifícios levaram a sociedade a mudar diversos hábitos e se acostumar a um ritmo completamente novo, o que não afetou somente a vida pessoal dos indivíduos e a forma com que eles se relacionam, mas também as empresas que se consolidaram antes da internet. Enquanto algumas delas se mantiveram resistentes a mudanças e acabaram se tornando obsoletas, como já dissemos aqui, outras empresas optaram pela Transformação Digital, utilizando a tecnologia a seu favor para ganhar mercado.

Resumidamente, a transformação digital é o uso da tecnologia para obter resultados para um negócio. Quando implementada, pode (e deve) ser aplicada em todas as áreas da empresa, trabalhando para integrar desde a cúpula estratégica até a base operacional, facilitando todos os processos. Também não há nenhuma restrição quanto ao tipo de empresa que pode se beneficiar por essa transformação, mesmo que não atue no segmento de tecnologia. Hoje, esse é um caminho sem alternativa equivalente. A transformação é imprescindível.

Normalmente o responsável pela implementação do processo de transformação digital em uma empresa é o CIO (Chief Information Officer), mas a aplicação dessas mudanças não deve se limitar a essa figura. É extremamente importante que haja uma aproximação dos gestores da empresa com o condutor do processo, para que a tecnologia funcione de forma coesa e orgânica no contexto organizacional.

Para que essas mudanças sejam aplicadas de forma eficiente, o CIO deve se manter atento a uma série de fatores, se atualizando constantemente e buscando informações sobre novas tecnologias disponíveis. O CIO também deve assumir a função de estrategista de negócios e se mostrar apto em habilidades analíticas, inteligência de negócios, machine learning e conhecimento em IA. As tecnologias low-code e no-code podem ser muito úteis, pois permitem a programação sem um conhecimento aprofundado em códigos, e é extremamente importante que o gestor entenda sobre as principais plataformas de nuvem do mercado, que devem integrar todo o sistema vigente na empresa.

Ao se aprimorar e buscar conhecer mais do processo de transformação digital, um CIO consegue nortear toda uma mudança estratégica e operacional dentro da empresa. As mudanças, se bem implementadas, podem ser significativas, tanto para o ambiente interno da empresa quanto em relação a experiência final de um cliente com a empresa.

O blog de ideias da GoToData

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