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Não perca seu emprego para um robô

9 de agosto de 2019 Posted by Negócios, Pessoas, Tecnologia 0 thoughts on “Não perca seu emprego para um robô”

A automação vai substituir até 800 milhões de empregos, fique atento para que um não seja o seu.

Os avanços da robótica e da inteligência artificial trouxeram mudanças radicais para o mercado global. Nas universidades, pesquisadores consideram que a quarta revolução industrial já começou, e o cenário para os humanos não é otimista: estudos apontam que, até 2030, de 400 a 800 milhões de empregos terão sido substituídos por robôs em todo o mundo. No Brasil, de acordo com pesquisa feita pela UNB, 54% dos empregos formais estão ameaçados.

Apesar das previsões pouco otimistas para o trabalhador, não é qualquer emprego que pode ser substituído, e mesmo dentre os que podem, nem todos são viáveis. Uma série de fatores determina o potencial para que um trabalho humano seja automatizado, sendo os primeiros a dificuldade e o custo de se trocar uma pessoa por uma máquina. Alguns processos demandam pesquisas longas e investimentos caros. No entanto, se a área possuir pouca mão de obra qualificada e seus trabalhadores forem de alto custo, ela pode tender a optar pela automação. Além disso, é preciso analisar os benefícios secundários da automação, como a maior segurança no trabalho ou menor impacto ambiental, de acordo com a organização, e claro, as regulamentações necessárias e a aceitação social, que podem variar de acordo com a área de atuação da empresa.

Diante desse cenário, a empresa de consultoria norte-americana McKinsey & Company listou alguns pontos para que os trabalhadores possam se prevenir diante dessa ameaça:

  • Adquira o máximo de experiência que puder, afinal, quanto mais conhecimento você tem menos chances terá de ser substituído ou automatizado.
  • Familiarize-se com o quão substituível é o seu trabalho e como isso pode mudar no futuro. Se você sabe que está em um setor de alto risco, pode tomar medidas agora para garantir sua permanência.
  • Não tenha medo de expandir e desenvolver suas habilidades. Dessa forma, se um dos seus possíveis planos de carreira for interrompido, você terá outras opções para seguir.
  • Preste atenção às inovações de automação em seu setor para que você não seja pego de surpresa.
  • Conseguir posições de gerência e diretoria te colocam em um nível de baixo risco de automação. Tente conseguir uma posição nessas áreas.

Além dos trabalhadores, cabe ao governo participar ativamente de ações de proteção ao labor humano, regulamentando o processo de automação, oferecendo programas de capacitação e estimulando novas ofertas de emprego. A economia de um país depende de uma população empregada, que possa contribuir tanto com sua força de trabalho quanto com seu poder de consumo, e ainda que possa parecer vantajoso para um gestor a substituição total de humanos por máquinas, questões sociais, econômicas e de ética devem ser levadas em conta.

O líder e a transformação digital

7 de agosto de 2019 Posted by Data Science, Negócios, Tecnologia 0 thoughts on “O líder e a transformação digital”

Gestores em tecnologia precisam estar antenados e ter visão sistêmica para liderar processo.

O século 21 consolidou a presença da internet e das novas tecnologias no cotidiano, resultando em uma das mudanças mais importantes de todos os tempos. Esses artifícios levaram a sociedade a mudar diversos hábitos e se acostumar a um ritmo completamente novo, o que não afetou somente a vida pessoal dos indivíduos e a forma com que eles se relacionam, mas também as empresas que se consolidaram antes da internet. Enquanto algumas delas se mantiveram resistentes a mudanças e acabaram se tornando obsoletas, como já dissemos aqui, outras empresas optaram pela Transformação Digital, utilizando a tecnologia a seu favor para ganhar mercado.

Resumidamente, a transformação digital é o uso da tecnologia para obter resultados para um negócio. Quando implementada, pode (e deve) ser aplicada em todas as áreas da empresa, trabalhando para integrar desde a cúpula estratégica até a base operacional, facilitando todos os processos. Também não há nenhuma restrição quanto ao tipo de empresa que pode se beneficiar por essa transformação, mesmo que não atue no segmento de tecnologia. Hoje, esse é um caminho sem alternativa equivalente. A transformação é imprescindível.

Normalmente o responsável pela implementação do processo de transformação digital em uma empresa é o CIO (Chief Information Officer), mas a aplicação dessas mudanças não deve se limitar a essa figura. É extremamente importante que haja uma aproximação dos gestores da empresa com o condutor do processo, para que a tecnologia funcione de forma coesa e orgânica no contexto organizacional.

Para que essas mudanças sejam aplicadas de forma eficiente, o CIO deve se manter atento a uma série de fatores, se atualizando constantemente e buscando informações sobre novas tecnologias disponíveis. O CIO também deve assumir a função de estrategista de negócios e se mostrar apto em habilidades analíticas, inteligência de negócios, machine learning e conhecimento em IA. As tecnologias low-code e no-code podem ser muito úteis, pois permitem a programação sem um conhecimento aprofundado em códigos, e é extremamente importante que o gestor entenda sobre as principais plataformas de nuvem do mercado, que devem integrar todo o sistema vigente na empresa.

Ao se aprimorar e buscar conhecer mais do processo de transformação digital, um CIO consegue nortear toda uma mudança estratégica e operacional dentro da empresa. As mudanças, se bem implementadas, podem ser significativas, tanto para o ambiente interno da empresa quanto em relação a experiência final de um cliente com a empresa.

Aprendendo a não fazer: uma visão antifrágil

5 de agosto de 2019 Posted by Negócios, Tendências 0 thoughts on “Aprendendo a não fazer: uma visão antifrágil”

O segredo das organizações capazes de enfrentar o caos e crescer na desordem.

A desordem faz parte da vida e as empresas sofrem seus efeitos tanto quanto as pessoas. Flutuações do mercado, cenários econômicos turbulentos, eleições surpreendentes e fenômenos imprevisíveis da natureza atingem as organizações com frequência acima do desejável e exigem de seus gestores respostas certeiras. Quantas grandes organizações sucumbiram às mudanças nem tão imprevisíveis assim das últimas décadas? Kodak, Mesbla, Blockbuster, Solomon Brothers… São inúmeras. De algumas falamos aqui.

O ensaísta (e megainvestidor) Nassim Nicholas Taleb não as poupa: fracassaram por serem frágeis. Eram corporações cujo tamanho levou à rigidez. O oposto, para o pensador, não são empresas robustas, embora estas também existam em quantidade, reconhecidas por sua resiliência. Em contraponto às empresas frágeis, Taleb criou o termo antifrágil, apresentado em 2012 (do qual já também já falamos neste artigo) e que, desde então, vem ganhando espaço.

A pressão e a desordem fortalecem as empresas antifrágeis. Grandes organizações não gostam de volatilidade, incerteza e aleatoriedade. Ainda assim, vivemos em um mundo de recorrentes disrupturas.

Taleb infere algumas reflexões para grandes e pequenas:

  • Identifique o que não fazer: no longo prazo, errar menos é mais importante que acertar mais. Tentativa e erro é um método aceitável de aprendizagem, desde que os mesmos erros não sejam cometidos duas vezes. Elimine o que não funciona, troque os maus hábitos por boas metodologias de trabalho;
  • Aprenda com os sobreviventes: em vez de apostar nas tendências da moda, gestores devem investir mais tempo estudando os modelos de boas e velhas companhias, como a IBM, Ford, GE e McDonalds, que demonstraram saber responder aos desafios e crises ao longo das décadas;
  • Não aposte tudo de uma vez: em um mundo VUCA (acrônimo em inglês para Volatility, Uncertainty, Complexity e Ambiguity, ou seja, Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade), pense primeiro no que poderia dar errado e nas probabilidades de sucesso ou não. Não desafie a realidade, ela é imbatível.

Lembre-se: a natureza é um exemplo de sistema antifrágil. A evolução não funciona em sistemas estáveis e as mutações são necessárias ao avanço das espécies. É num ambiente similar de negócios que empresas prosperam e ganham musculatura ao enfrentar os sempre novos desafios. Startups e seus métodos ágeis já aprenderam e cobiçam o mercado ocupado por gigantes ainda presas em um mundo com foco em gestão de custo ou preço, e não de valores e relacionamento. Não devemos resistir às incertezas, mas usá-la.

Sobre bancos, dados e bancos de dados…

25 de junho de 2019 Posted by Negócios, Sem categoria, Tendências 0 thoughts on “Sobre bancos, dados e bancos de dados…”

Dados bancários pertencem aos clientes e não às instituições financeiras.

É cada vez mais claro para o mercado a importância dos dados para os negócios. Todos os dados, embora nem sempre seja fácil para o usuário perceber o valor de um like descompromissado ou de um “Aceito os termos” clicado automaticamente. Dinheiro, entretanto, muda o jogo e pensar nos dados bancários e financeiros nos ajuda a entender: são informações de valor real e visível.

Há uma disputa de conceitos sobre como lidar com esta mudança. Uma corrente defende o mais amplo e diversificado uso de dados para a maior comodidade dos usuários, e outra alerta para o fato de que eles pertencem a estes usuários e, por isso, devem servir a eles e serem protegidos.

Um dos setores com maior resistência a liberar o acesso é o financeiro, com seus vastos e preciosos bancos de dados sobre os clientes. Uma nova tendência, consolidada no Reino Unido e em crescimento nos Estados Unidos, Austrália, Japão e União Europeia, promete mudar esse panorama. Com o chamado “open banking”, os dados armazenados por um banco poderão ser compartilhados com outras instituições financeiras, como startups e fintechs, bem como ser migrados para outros bancos com facilidade. 

O Banco Central do Brasil publicou em abril um comunicado apontando as diretrizes para a regulamentação do open banking no Brasil. A normativa determina quais dados devem ser compartilhadas, em um primeiro momento entre instituições financeiras, tais como dados cadastrais, informações sobre transações, aplicações financeiras, produtos e serviços oferecidos, entre outros. A implementação concreta dessa modalidade, de acordo com o plano do BC, deve começar apenas no segundo semestre de 2020. 

Embora não plenamente regulamentado, o open banking já tem seus exemplos no Brasil. O Banco do Brasil permitiu a partir de 2017 a integração com o Conta Azul, sistema de gestão online de finanças para pequenas empresas, e o Bxblue, que compara opções de crédito consignado. Apps de screen scraping, também se estruturam nessa lógica, para permitir a seus usuários visualizar informações sobre contas e cartões.

Desafios da tecnologia 5G

23 de junho de 2019 Posted by Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Desafios da tecnologia 5G”

Nova geração promete mudar a vida de todos, mas há empecilhos a serem enfrentados.

Distante da linha de frente dos avanços tecnológicos da atualidade, o Brasil experimenta nos últimos anos a implementação da quarta geração mobile, chamada de 4G. Longe dos padrões norte-americanos, europeus e asiáticos, seguimos no aguardo pela ampla disponibilidade de mais velocidade e melhor desempenho em nossas redes, como tratamos em outro post.

Enquanto isso, Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão e China encabeçam a lista dos países da nova geração móvel. As expectativas são altas. Muitos consideram a mudança equivalente à introdução da eletricidade ou da própria internet na civilização. Algo da magnitude da revolução industrial.

Os aparelhos 5G tornarão possível o que tem sido chamado de Internet das Coisas (IoT). Estes dispositivos, dotados com elevada capacidade de processamento e conectividade, permitirão novos patamares de integração e personalização. Carros autônomos, cirurgias remotas também são exemplos de avanços esperados com o advento do 5G.

Mas enquanto as benesses saltam aos olhos, seus efeitos colaterais despertam a atenção de pesquisadores. Estudo publicado na Revista Nature, por exemplo, apontou que o aumento na quantidade de conexões 5G pode interferir nos sistemas de meteorologia. Isso porque os satélites que monitoram a concentração de vapor de água na atmosfera nos Estados Unidos funcionam em uma frequência de 23,8 gigahertz, e a faixa reservada para as redes 5G está entre 24,25 e 25,25 GHz. Operando em frequências tão próximas, pode ser que haja interferência, prejudicando não só as previsões do tempo nos EUA, mas também ao redor do mundo, dado que agências meteorológicas ao redor de todo o mundo se valem do dados gerados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês). O desafio aqui é criar maneiras de impedir esse conflito.

O aumento no consumo de energia e a consequente emissão de poluentes é outra efeito indesejado. Somando-se o que consomem centros de processamento de dados, aparelhos e redes vinculados a eles, chegamos a uma porção de 5% a 9% do consumo mundial de energia, e 2% dos níveis de poluição global. Se considerarmos que a nova geração demandará mais armazenamento e maior capacidade de processamento, os valores tenderão a aumentar, a não ser que os aprimoramentos consigam, como é desejável, aumentar a eficiência e diminuir os impactos negativos no ambiente.

Além do mais, a chegada do 5G exigirá a adoção de aparelhos mais potentes, o que significará milhões de dispositivos obsoletos descartados, aumentando a massa de resíduos, com muitos componentes que não são recicláveis ou degradáveis.

Daqui, seguimos aguardando o momento em que poderemos desfrutar das inúmeras vantagens da quinta geração mobile. E também torcendo para que, até lá, já tenham conseguido minimizar seus malefícios.

Data Analytics em alta

28 de maio de 2019 Posted by Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Data Analytics em alta”

Cresce a adoção pelas empresas de ferramentas de Inteligência contínua, Augmented Analytics e Machine Learning.

Os dados vêm conquistando espaço na visão corporativa como um ativo de grande importância estratégica nos últimos anos. Na esteira dos rápidos avanços tecnológicos, grandes massas de dados aparecem como um manancial inesgotável de potencialidades para as organizações.

Evidência dessa escalada de valorização é que atualmente quase a metade das estratégias corporativas já mencionam a área da Data Analytics como segmento chave de geração de valor nas empresas, proporção que deve chegar aos 90% até 2022, segundo estima a Gartner Inc.

Organizações com foco em evolução e desenvolvimento têm incentivado a expansão da cultura dos dados entre seus colaboradores e buscado a estruturação de seus processos e investindo em tecnologia e em formação. A expectativa é de que em três anos, cerca de um terço das organizações terão seus CDOs (Chief Data Officers) em parceria com os CFOs (Chief Financial Officers) na avaliação e utilização de dados para aprimorar sua gestão.

Cada vez mais os dados devem subsidiar a tomada de decisões. Ao listar 10 tendências tecnológicas de Data & Analytics para 2019, um dos destaques é o uso de inteligência contínua para utilizar dados em tempo real, melhorando assim a qualidade do processo e dos resultados decisórios. Até 2022, 50% dos sistemas devem incorporar essa dinâmica em novos negócios. IA e Machine Learning serão aliados para gerar insights estratégicos e evitar problemas que impactem a gestão empresarial.

A busca por desenvolver modelos explicáveis e interpretáveis de inteligência artificial é outro tema em voga. Ferramentas de IA estão cada vez mais presentes, mas muitas funcionam de tal maneira que não é possível saber como ou por que chegaram a determinada recomendação ou decisão. A demanda dos usuários por transparência e confiabilidade e alguns parâmetros regulatórios adotados em escala mundial geram essa batalha contra as “caixas-pretas”, das quais já tratamos em outro artigo.

E as grandes responsáveis pela próxima onda disruptiva na área de Data Analytics serão as soluções de Augmented Analytics, que usa técnicas de Machine Learning e IA para transformar como os conteúdos das análises de dados são desenvolvidos, consumidos e compartilhados. Para os especialistas , essas ferramentas dominarão em pouco tempo o direcionamento de novas aquisições de soluções de Business Intelligence e análise de dados, bem como as plataformas de data science e aprendizado de máquina de análise incorporada.

Business Intelligence versus Business Analytics: temos que escolher um lado?

7 de maio de 2019 Posted by Data Science, Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Business Intelligence versus Business Analytics: temos que escolher um lado?”

Entenda as diferenças entre os dois campos. Se é que elas de fato existem.

Tão logo os computadores comerciais foram ficando acessíveis, teve início o uso de ferramentas do que convencionou chamar-se de Business Intelligence (BI). A tecnologia e a crescente capacidade de armazenamento e processamento permitiram o desenvolvimento desse ramo, que reúne uma série de atividades e objetivos envolvendo a manipulação de dados estratégicos de uma organização.

Os gestores de médias e grandes empresas vêm, desde então, tendo como aliadas as ferramentas e técnicas de BI no planejamento e execução de suas atividades. Softwares, dashboards e relatórios dos mais diversos dão subsídio para acompanhar, manter, otimizar e/ou simplificar processos e operações.

Na última década, com o avanço do campo de Big Data, novos horizontes foram sendo abertos e as possibilidades de usar dados para a gestão estratégica aumentaram. É quando passa a ser usado o termo Business Analytics (BA), basicamente uma vertente potencializada do BI.

Enquanto o BI se vale de dados históricos do negócio e indicadores atuais para oferecer seu panorama, a visão de BA reúne esse arsenal e, fazendo uso de estatística, data mining e análises quantitativas para propor previsões e projeções para embasar a tomada de decisões. Em outras palavras, enquanto o BI otimiza o desempenho presente, o BA serve de base para preparar uma organização para o que está por vir.

E parece que não é só a dúvida entre a diferença entre os termos que é um problema para as empresas. Um estudo da Gartner Inc. apontou que 87% das organizações têm níveis baixos de maturidade em BI e BA. Parte delas utilizam-se apenas de ferramentas limitadas de BI, como planilhas e dados coletados pelos profissionais em seu dia a dia. Outro segmento observa iniciativas de coleta e análise de dados em alguns de seus setores ou unidades, mas sem qualquer liderança ou orientação integrada.

Estruturas de TI antiquadas ou muito simples, limitações na colaboração entre os membros da organização, dados esparsos ou pouco claros e até mesmo gargalos gerados pela equipe de TI podem retardar o desenvolvimento em matéria de Business Intelligence e Analytics.

Junto dos indicadores, a Gartner aponta quatro etapas a serem seguidas para desenvolver as capacidades e potencializar o impacto nos negócios:

  • Desenvolver dados de forma holística e traçar estratégias de forma clara e integrada, reunindo as visões dos gestores de TI, negócios e outras;
  • Criar uma estrutura organizacional flexível, explorar os recursos de análise e implementar treinamento contínuo para os responsáveis por essa função;
  • Implementar um programa sólido de governança de dados;
  • Criar plataformas integradas de análise que suportem amplas possibilidades de uso.

A implementação da cultura de BI e BA pode não ser fácil ou não acontecer da noite pro dia, mas, pelo visto, um lugar de destaque no mercado cada vez mais competitivo está reservado para quem emprega esforços e recursos nisso. A transformação digital já não é mais um caminho possível. É uma via obrigatória.

É tudo serviço! A ascensão do XaaS

21 de março de 2019 Posted by Negócios, Pessoas, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “É tudo serviço! A ascensão do XaaS”

Migração acelerada para a nuvem impacta a vida de pessoas, organizações e governos.

 A combinação de computação em nuvem, banda larga e acesso global à internet incentivou o desenvolvimento de ferramentas disponibilizadas na rede e não mais entregues ou localizadas fisicamente em um endereço. Uma mudança de impacto para pessoas, empresas e governos. O termo XaaS abrange esta ampla gama de produtos, serviços e tecnologias oferecidas “as a Service”. O X assume o lugar de anything, com sentido de “qualquer coisa” entregue como serviço.

A mais recente pesquisa Gartner com os CIOs (executivos responsáveis pela gestão da TI nas corporações) revelou um aumento massivo da demanda por serviços, plataformas, produtos, infraestrutura e qualquer outra coisa que possa ser disponibilizada na nuvem e ofertada. Mais: a empresa, especializada na identificação de tendências, prevê que até 2023 80% das novas soluções adotadas por governos serão baseadas no modelo XaaS.

Mas quais soluções são estas? Há três núcleos de ofertas já consolidados no mercado:

• Software as a Service (SaaS): o Office 365 e seus similares da Google Apps são alguns dos mais conhecidos, mas hoje eles somam uma legião.

• Platform as a Service (PaaS): Usadas por desenvolvedores, plataformas online como a Amazon Web Services, Heroku e Apache Stratos provém máquinas virtuais pré-configuradas para o desenvolvimento e teste de novas ferramentas.

• Infrastructure as a Service (IaaS): Permite às organizações configurar e gerir à distância aplicações em máquinas virtuais hospedadas remotamente. São exemplos o Microsoft Azure e Google Compute Engine.

Existem várias outras soluções, como o armazenamento (Storage as a Service) e, entre aquelas com maior potencial de crescimento, o Data Analytics as a Service. Esta semana o Google lançou o Stadia, que poderia ser chamado de GaaS, ou Games as a Service. É um serviço de streaming de games, com a meta de enfrentar o mercado de consoles como o PS4 e Xbox.

O modelo XaaS oferece uma alternativa atrativa para os mais diversos cenários. É uma solução para a superação de sistemas legados (ainda em uso, mas obsoletos e de manutenção cara e difícil), para o crescimento exponencial esperado de startups, para o aumento de escala de negócios já consolidados e nos processos de transformação digital em curso em todos os setores da economia. Transporte, entretenimento e medicina, por exemplo, já oferecem diversos serviços na nuvem.

O avanço só não é maior pelos riscos inerentes ao sistema. Plataformas XaaS dependem criticamente das redes, já bastante evoluídas, mas ainda com muito espaço para aperfeiçoamento, especialmente em determinadas áreas e países. O risco à segurança dos dados é outro motivo de ressalvas para a adoção em larga escala. Nas nuvens, estão sujeitos a ataques e roubos. Declarações sobre novos protocolos de segurança, mais eficazes, buscam acalmar os investidores, mas os riscos persistem.

 

O futuro não perdoa

22 de fevereiro de 2019 Posted by Data Science, Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “O futuro não perdoa”

Big Data e Inteligência Artificial tiram o sono dos executivos das grandes empresas.

Qual inovação põe as empresas em maior risco de serem expulsas do mercado? A história está repleta de casos de organizações líderes em seu setor que foram dizimadas por avanços tecnológicos. A pesquisa Big Data Survey, com 60 empresas de grande porte, divulgada recentemente, revelou que 79,4% dos executivos, ou quase quatro em cada cinco, temem perder mercado para concorrentes de raiz tecnológica. No ano anterior, nem 50% dos entrevistados percebiam o perigo. O resultado é claro: o medo está aumentando.

E há razões. As mudanças causadas por avanços tecnológicos podem ser rápidas e poderosas. Listamos três casos recentes de companhias que tinham recursos financeiros e humanos disponíveis para enfrentar as mudanças, mas, por teimosia, arrogância ou falta de visão, perderam valor e não passam hoje de memórias de um passado não tão distante.

· Kodak: um dos exemplos mais didáticos das possibilidades abertas por novas tecnologias. A gigante do ramo de fotografia, quase sinônimo de câmeras e filmes, foi à lona com a disseminação das câmeras digitais (ironicamente desenvolvidas por seu próprio departamento de pesquisas).

· Blockbuster: Sucesso no mundo e no Brasil, símbolo de aluguel de fitas de vídeo, foi eleita a 13ª marca mais conhecida dos Estados Unidos, em 1999. Insistiu no investimento em lojas físicas em um mundo que recebeu com alegria os canais de TV a cabo. Nem precisou dos serviços de streaming. Quando a Netflix chegou, a Blockbuster já não era mais que uma sombra do seu passado.

· Olivetti: no Brasil, a empresa vendeu mais de 10 milhões de unidades e era top of mind em máquinas de escrever. Apostou pesado nas datilográficas elétricas, mesmo com o mundo já de olho na dupla computador e impressora.

 

O olhar em retrospecto é sempre cruel, uma vez que as empresas falharam e foram severamente punidas. A lição é olhar o presente e refletir sobre o que está ao redor e é capaz de causar o tipo de mudança tectônica como as enfrentadas pelas organizações abatidas. Neste momento, os olhos se voltam para a dobradinha entre Inteligência Artificial e Big Data.

Embora o potencial de uma e de outra seja conhecido, é a percepção da capacidade do Big Data prover dados relevantes para alimentar os processos de Inteligência Artificial a matéria dos pesadelos (ou sonhos) da alta direção das grandes empresas.

Em mercados distintos, como alimentos, saúde, transportes, essas empresas percebem o crescente poder de companhias data-driven, tanto sejam os gigantes da área, como Amazon, Google, Apple e Facebook, como startups ágeis e agressivas.

 

Os riscos da falsa segurança

11 de janeiro de 2019 Posted by Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Os riscos da falsa segurança”

Preocupar-se individualmente com a proteção de seus próprios dados é importante, mas não é suficiente. 

Estamos conectados todo o tempo e, como consequência, entregamos dados sobre gostos, padrões de consumo, locais que frequentamos e inúmeros outros às organizações que nos oferecem algum produto ou serviço. Quando cientes disso, sabemos também das providências a serem tomadas em matéria de segurança: evitar exposição desnecessária e o compartilhamento de informações confidenciais, trocar periodicamente as senhas e usar um bom antivírus, entre outros.

Mas nada disso é capaz de evitar os cada vez mais frequentes casos de vazamento de dados ao redor do mundo. Para citar apenas um exemplo dos mais notórios, a consultoria britânica Cambridge Analytica teve acesso a informações de dezenas de milhões de usuários do Facebook e teria utilizado esse imenso arsenal para influenciar as eleições norte-americanas de 2016.

Aí vem a pergunta: se nem a estrutura de segurança de uma corporação bilionária como a de Mark Zuckerberg – uma das que mais capta dados dos usuários, como mostra este infográfico –, conseguiu evitar esse vazamento, faz tanta diferença assim comprar uma licença cara de antivírus, em comparação com uma versão free, ou seguir numa paranoia de proteção individual?

A reflexão aqui aponta para uma das principais formas de prover segurança e resguardar a privacidade e a confidencialidade dos dados dos usuários de produtos ou serviços: o estabelecimento de práticas de governança de dados por parte organizações. Já que os dados tornaram-se um dos ativos mais valiosos atualmente, geri-los de forma não só eficiente mas também ética e responsável é uma necessidade premente.

Governança de dados é o exercício de autoridade, controle e tomada compartilhada de decisões sobre o gerenciamento de ativos de dados, seja no planejamento, no monitoramento ou na execução de atividades. Sua importância reside no fato de ser o componente que integra as variadas dimensões do gerenciamento de dados, tais como a gestão da qualidade, da arquitetura e da segurança, entre outras.

Nas grandes corporações, é crescente a formação de conselhos voltados especificamente para a avaliação dos sistemas de segurança, com representantes de vários departamentos e diferentes visões.

As estratégias e políticas governamentais e corporativas nem sempre convivem bem entre si. São muitas empresas, com muitas visões e valores, e diferentes políticas públicas. A implantação dos sistemas de segurança de dados viabiliza-se por temor de perdas em valor de mercado, ou por medo de espionagem corporativa, ou pela simples sobrevivência, prevenindo o sequestro de seu patrimônio.

Dados são ativos valiosos, precificá-los é um desafio, e seu roubo é crime. Os usuários, que um a um oferecem às organizações dados que valem tanto, são o elo mais frágil da cadeia. Justamente por isso, precisam de uma proteção que, sozinhos, não conseguem prover a si mesmos.

O blog de ideias da GoToData

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