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Ensinando solidariedade às máquinas

3 de dezembro de 2019 Posted by Data Science, Pessoas, Tendências 0 thoughts on “Ensinando solidariedade às máquinas”

No Dia de Doar, refletimos sobre o espaço da solidariedade em tempos de Inteligência Artificial.

Todo dia é dia de doar, mas hoje, a primeira terça-feira depois do Dia de Ação de Graças (o Thanksgiving Day tão celebrado pelos americanos), comemora-se em diversos países o Dia de Doar (Giving Tuesday, lá fora). O movimento mundial teve início em 2012 e vem crescendo desde então. Desapegar e ajudar o próximo é um ato essencialmente orgânico. Não apenas humanos, mas diversas espécies colaboram de alguma forma entre si, garantindo abrigo, alimento e afeto a membros mais fracos da comunidade. Nos perguntamos: é possível ensinar solidariedade às máquinas?

A resposta é sim. Mais do que isso, a solidariedade deve ser um princípio ético central na Inteligência Artificial, defende Miguel Luengo-Oroz, Chief Data Scientist da Global Pulse, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) com foco no acompanhamento de inovações tecnológicas e de comunicação. Em artigo recentemente publicado na prestigiosa revista Nature, Luengo-Oroz chama a atenção para a necessidade de um compromisso com o tema, uma vez que os riscos envolvidos são elevados, e mesmo sistema confiáveis podem ser usados para:

  • Prever o aparecimento de um câncer letal em pessoas que, sem saber, terão seu acesso negado a seguros e planos de saúde;
  • Automatizar tarefas e funções diversas, aumentando a produtividade, mas deixando milhares (ou milhões) de humanos sem trabalho;
  • Antever nossas decisões e cruzar a tênue linha que separa a sugestão da manipulação.

O pesquisador destaca que tecnologias poderosas exigem compromissos e não por acaso a energia nuclear permanece disponível somente com um tratado de não-proliferação de armas nucleares em vigor, assim como existem barreiras legais e fiscalização mundial sobre as pesquisas para manipulação genética.

Diversos países organizam-se para incluir guidelines de inclusão, como a Declaração de Montreal para uma IA responsável, de 2017. O texto propõe que o desenvolvimento de inteligências autônomas deve ser compatível com a manutenção dos laços de solidariedade entre as pessoas. Gostou? Declare seu apoio aqui:

Como um princípio, a solidariedade aplicada à Inteligência Artificial prevê:

1) O compartilhamento da prosperidade criada pela IA, com a implementação de mecanismos para redistribuir o aumento da produtividade entre todos, assim como também distribuir o trabalho, garantindo que a desigualdade não aumente.

 2) A reflexão sobre o impacto das aplicações no longo prazo, evitando a irrelevância de vastos grupos humanos. As consequências devem ser pensadas antes da execução dos sistemas. Repetindo as palavras do escritor Yuval Noah Harari, a Inteligência Artificial pode nos tornar irrelevantes. Os ganhos de produtividade e a capacidade de modelar, replicar e automatizar nossas ações podem criar uma geração de inúteis, como já falamos neste blog.

O maior desafio, no longo prazo, é descobrir como redistribuir o aumento da produtividade de forma a evitar a irrelevância. Não é a tecnologia baseada no homem, mas sim na humanidade, adverte Luengo-Oroz.

Transformando dados em resultados nos negócios imobiliários

29 de novembro de 2019 Posted by Sem categoria 0 thoughts on “Transformando dados em resultados nos negócios imobiliários”

CEO da Gotodata fala sobre inovação e dados na Netimóveis.

O impacto da disseminação das novas tecnologias de comunicação e informação no mercado imobiliário foi tema de palestra da CEO da Gotodata, Paula Oliveira, dia 28/11, na Netimóveis.

Com o tema “Dados: como transformá-los em resultado para o seu negócio e os seus clientes”, Paula Oliveira contextualizou os participantes sobre as mudanças no mercado causadas pelo crescimento exponencial dos dados disponíveis.

Doutora em Psicologia Social pela USP e Mestre em Estatística pela UFMG, Paula Oliveira é escritora e pesquisadora no campo de Inteligência Artificial, IoT, Machine e Deep Learning for Business. Atuou como Program Director e Professora do Mestrado da Fundação Dom Cabral, foi Superintendente de Planejamento e Desenvolvimento da Unimed-MG, e professora da UFMG e da PUC Minas.

Com 25 anos de atuação, a Netimóveis é um dos maiores portais imobiliários do país, com mais de 100 mil imóveis qualificados e sem repetição. Presenta nas principais regiões do país, com mais de 150 imobiliárias distribuídas em 9 estados, a empresa é reconhecida pela qualidade de sua gestão e ferramentas virtuais.

Inteligência artificial: uma aliada dos psicólogos e psiquiatras

28 de novembro de 2019 Posted by Pessoas, Tecnologia 0 thoughts on “Inteligência artificial: uma aliada dos psicólogos e psiquiatras”

Aplicações de IA vêm sendo desenvolvidas para auxiliar no tratamento de questões da mente humana.

A integração da Inteligência Artificial com a área da saúde é uma tendência em franco desenvolvimento. Já falamos dessa interface aqui no blog, mostrando alguns softwares e dispositivos médicos dotados de IA, do auxílio que os algoritmos podem dar na análise de exames de imagem ou mesmo abordando as previsões para os próximos focos de inovação em saúde.

E é ainda importante destacar que a Saúde é uma área pioneira na análise de dados, com o desenvolvimento, ainda nos anos 1970, da corrente prática chamada de “Medicina Baseada em Evidências” (MBE), antecedendo práticas similares na educação, segurança e outras. Na definição da Revista da Associação Médica Brasileira, a “MBE se traduz pela prática da medicina em um contexto em que a experiência clínica é integrada com a capacidade de analisar criticamente e aplicar de forma racional a informação científica de forma a melhorar a qualidade da assistência médica”. 

As áreas de psicologia e psiquiatria estão entre as que se beneficiam dessa “dobradinha”. Enquanto algumas patologias podem ser diagnosticadas por exames de sangue ou de imagem, as doenças psíquicas têm causas complexas e multifatoriais. Para aumentar a assertividade de prescrições e evitar custos e desgaste aos pacientes, sobretudo em casos refratários (nos quais não há resposta aos tratamentos convencionais), é valioso prever qual tratamento surtirá melhor resultado, com menos efeitos colaterais. Já existem bons exemplos. 

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Yale desenvolveu um modelo baseado em Machine Learning (ML) para identificar quais pacientes alcançariam remissão sintomática após 12 semanas utilizando o antidepressivo Citalopram. Das 164 variáveis coletadas entre os pacientes, concluíram que com apenas 25 eram capazes de identificar com 64,60% de acurácia quais deles responderiam bem ao tratamento. 

Outro trabalho, que envolveu pesquisadores suecos, holandeses e britânicos, apontou com 91,70% de acerto quais pacientes com Transtorno de Ansiedade Social se beneficiariam da Terapia Cognitiva Comportamental, fazendo uso de imagens de ressonância magnética funcional. 

Por sua vez, pesquisadores dos EUA, Canadá e China elaboraram um modelo preditivo que indicou os níveis de resposta de pacientes com esquizofrenia ao antipsicótico Risperidona e outro que, a partir de exames de imagem, identificava pacientes com esse distúrbio com 78,60% de assertividade. 

A IA também pode ser usada como auxiliar dos psicólogos e psiquiatras na avaliação dos tradicionais testes gráficos. Um exemplo é o trabalho desenvolvido no Departamento de Ciência da Computação da Universidade da Virginia que resultou em uma versão digital do teste neuropsicológico do relógio, associada a outras duas atividades, de repetir e recordar palavras. O resultado é um aplicativo simples capaz de promover a triagem de quadros demenciais com 99,53% de acurácia. 

Os exemplos, como vimos, já são muitos e as possibilidades são inúmeras. É a tecnologia, mais uma vez, prometendo auxiliar na busca por mais saúde e bem estar.

O jogo psicológico dos robôs

26 de novembro de 2019 Posted by Tecnologia 0 thoughts on “O jogo psicológico dos robôs”

Pesquisa mostrou que robôs podem desestabilizar humanos ao criticá-los ou pressioná-los durante uma disputa.

Não são poucos os jogadores que usam e abusam de palavras desencorajadoras na tentativa de desestabilizar o adversário. Do clássico “esse você vai errar” dito pelo goleiro ao cobrador de pênalti ao “não devia ter avançado essa torre”, em uma partida de xadrez, todo mundo já enfrentou um “marrento”, têm uma história dessas para contar. E funciona, afirmam estudiosos da teoria dos jogos. Pior, mesmo se feitas por um robô, as críticas podem afetar negativamente seu jogo, garante pesquisa recém-publicada pela Escola de Ciências da Computação da Carnegie Mellon University, de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

O estudo é um dos primeiros a testar situações de não-cooperação entre máquinas e humanos. Suas implicações são importantes, com a expectativa de crescimento exponencial das nossas relações com equipamentos dotados de inteligência artificial, a partir da disseminação da Internet das Coisas. Fei Fang, co-autor do estudo, explica:

“Esperamos sempre lidar com um robô cooperativo, mas há situações em que eles talvez não devam ter os mesmos objetivos que nós, como por exemplo ao aconselhar sobre determinadas compras”.

O estudo foi desenvolvido a partir do projeto de um aluno da disciplina “Inteligência artificial e sociedade”, que explorava a teoria dos jogos. A equipe preparou uma competição entre pessoas e robôs em um jogo chamado “Guards and Treasures”, já usado para testar a tomada de decisões.

Cada um dos 40 participantes jogou 35 partidas contra um robô humanoide vendido comercialmente chamado “Pepper”.

Em algumas partidas, Pepper foi orientado a usar palavras e expressões de incentivo ao adversário. Em outras, para desmotivá-lo, com frases como “preciso dizer que você é um jogador muito ruim” ou “seu jogo piorou ao longo da partida”.

Os resultados foram claros. Pessoas incentivadas pontuaram mais que as criticadas, mesmo com a ampla maioria dos participantes entendendo que o robô era programado para criticar.

O estudo foi apresentado na Conferência Internacional sobre comunicação e interatividade entre robôs e humanos, realizada na Índia. Fei Fang acredita ser necessário mais estudos sobre o tema, incluindo também robôs não humanoides e comunicação não-verbal.

Será o fim do “esqueci minha senha”?

21 de novembro de 2019 Posted by Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Será o fim do “esqueci minha senha”?”

Opções de segurança biométrica ainda convivem com as tradicionais sequências de caracteres ou padrões. Mas até quando?

Há 30 anos, uma senha era necessária para as pioneiras operações bancárias eletrônicas, para destravar um cadeado ou, no caso dos mais afortunados, para guardar de modo seguro valores em um cofre. Há 20, alguns já tinham a conta de e-mail e o acesso ao microcomputador, em casa ou no trabalho, protegidos. Dez anos atrás, um usuário comum facilmente acumulava uma dúzia de sites e softwares que exigiam senhas e, com a disseminação dos smartphones, vivemos em um mundo blindado por códigos alfanuméricos. 

Mas a onipresença das senhas parece ameaçada pela popularização da biometria. Reconhecimento facial, de impressões digitais e de íris já não são mais itens de filme e estão disponíveis em aparelhos celulares com preços acessíveis. A promessa de segurança que eles oferecem é alta, visto que se baseiam em características particulares de cada indivíduo. Mas não há só vantagens nisso. 

Os prós e os contras 

Senhas são simples e convenientes. Quando baseadas em informações pessoais (datas de nascimento, números de telefone, nomes de animais de estimação), facilitam a memorização mas podem ser descobertas por pessoas que conheçam o usuário ou tenham acessado seus dados. 

Se formadas apenas por números (os chamados PINs – personal identification numbers), são ainda mais vulneráveis a um sistema hacker, que pode quebrar um PIN de seis dígitos em questão de horas, com não mais do que 1 milhão de tentativas (enquanto seriam necessárias testar quase 700 milhões de combinações para hackear uma sequência formada com letras, símbolos e números). 

É altamente recomendável o uso de uma senha exclusiva para cada serviço, o que raramente acontece na prática, dado que, não raro, dispomos de dezenas de cadastros. O mais comum é utilizar de uma a três variações, o que reduz muito a segurança. Contudo, se há alguma suspeita de violação, basta trocar o código. 

E é justamente no fato de os dados biométricos serem exclusivos de cada pessoa que residem suas principais vantagens e também alguns de seus pontos problemáticos. É extremamente difícil falsificar, imitar ou roubar impressões digitais, rostos, vozes ou íris. Também não é possível perder, emprestar ou esquecer essas assinaturas biológicas, ou seja, dificilmente alguém mais terá acesso a elas, além do próprio dono. 

Entretanto, a ideia de um registro fiel e inalterável pode ensejar problemas. Cortes, queimaduras ou o efeito do manuseio de produtos químicos podem prejudicar ou até mesmo inviabilizar a leitura das impressões digitais. Embora tenha avançado, a assertividade do reconhecimento facial ainda é afetada por expressões, acessórios, iluminação, maquiagem ou mesmo pelo avanço da idade, ganho ou perda de peso, etc. A identificação por voz, por sua vez, também sofre efeitos fisiológicos, além de ruídos e fatores ambientais. E o reconhecimento de íris, além de ser o mais caro e complexo de implementar, pode ser enganado com o uso de lentes de contato sofisticadas. 

A leitura desse panorama nos leva a crer, então, que o ideal, ao menos por ora, é combinar os tradicionais passwords, PINs e padrões, com as opções de segurança biométrica acessíveis. Então, conserve seus dedos, cuide da garganta, vá ao oftalmologista, controle o peso e troque as senhas de tempos em tempos.

Reconhecimento facial já é! E agora?

18 de novembro de 2019 Posted by Pessoas, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Reconhecimento facial já é! E agora?”

Integração com o celular disseminou a tecnologia, mas risco de abuso também é crescente.

Como muitas tecnologias inovadoras, o reconhecimento facial por imagem guarda um tremendo potencial para simplificar, melhorar e tornar mais seguros muitos aspectos da nossa vida. Do sistema bancário ao atendimento médico, passando pelo comércio, entretenimento, trabalho e educação. Tema frequente na ficção científica, tornou-se primeiro uma aposta, depois uma tendência. Hoje, é uma realidade e a chave de seu sucesso é a integração com os celulares. A empresa de estudos de tendências Counterpoint estima que, até o final de 2020 – e 2020 já é – mais de um bilhão de smartphones terão algum tipo de desbloqueio baseado em reconhecimento facial (ou via digital), além de um crescente número de aplicativos de entretenimento e criação de conteúdo, como o Beard Booth, o Face Swap ou o Truthify.

A integração com o celular sinalizou para a indústria que o reconhecimento facial veio para ficar. Estudo da Allied Market Research estima que o mercado mundial de detecção facial vai atingir US$ 9.6 bilhões até 2022.

O crescimento acelerado chamou a atenção não apenas da indústria. Suas implicações transcendem o campo da tecnologia, e devemos esperar uma batalha em torno das implicações de seu uso generalizado. Usuários, empresas, governo e a sociedade civil compartilham alguns pontos, mas divergem em dezenas de outros, principalmente em relação à sua aplicação nas áreas de segurança e em questões envolvendo privacidade.

Muitos especialistas acreditam que há uma similaridade com o processo de popularização do automóvel. Por décadas, o setor manteve-se desregulado, ou com regras pouco rígidas, em um mundo que estava aprendendo a conviver com os carros. Tanto as leis de trânsito como as próprias especificações de segurança para a indústria eram desconexas e pouco compreendidas. Basta lembrar, por exemplo, que a obrigatoriedade de uso do cinto de segurança é uma conquista bastante recente. Na verdade, a indústria automobilística nem mesmo era obrigada a equipar os carros com esses itens até o final da década de 1960.

O principal temor relacionado ao reconhecimento facial é o uso abusivo por empresas e governos. A capacidade de uso em massa por regimes, autoritários ou não, é um receio antigo e real. Há indícios de que a China usa ferramentas no controle de minorias étnicas e, não por acaso, os manifestantes de Hong Kong abusam de sombrinhas e máscaras para também não caírem nos sistemas de controle político. Cidadãos de países democráticos enfrentam problemas diferentes, mas tão graves quantos. As denúncias de algoritmos preconceituosos baseados em reconhecimento de imagens são inúmeras.

Empresas de saúde investem em Internet das Coisas e Impressão 3D

14 de novembro de 2019 Posted by Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Empresas de saúde investem em Internet das Coisas e Impressão 3D”

Pesquisa da Gartner aponta melhores do setor em 2019, com foco na logística.

Agilidade, estratégia e transformação digital. A busca por essas qualidades foi a chave para a excelência logística das empresas de saúde em 2019, apontou o novo relatório da empresa de análise de tendências Gartner. Ela divulgou o ranking com as melhores cadeias logísticas das empresas do setor, com a Johnson & Johnson alcançando o primeiro lugar, seguida por nomes tradicionais do mercado global, como a Mercy, Novo Nordisck e Medtronic.

“Novas tecnologias, custos elevados e crescente influência dos pacientes forçaram a indústria de saúde a se adaptar de forma acelerada”, analisou o pesquisador Stephen Meyer, responsável pelo ranking. Ele destacou três atributos das melhores empresas da área: Agilidade, estratégia e transformação digital.

A tradição não ajudou o setor a enfrentar os novos tempos com agilidade, mas o crescimento da demanda por uma atenção à saúde cada vez mais individualizada forçou muitas companhias a reverem seus processos. Estoques grandes e pouco diversificados foram substituídos por plataformas flexíveis.

Um exemplo é o J&J 3D Printing Centre of Excellence (CoE), montado pela Johnson & Johnson, capaz de criar instrumentos cirúrgicos, próteses e ferramentas médicas customizadas, entre outros. O centro de impressão é formado por uma rede de laboratórios em universidades e institutos de pesquisa na Europa e América do Norte. “A impressão 3D é capaz de mudar o jogo quando se trata de atendimento a pacientes, clientes e fornecedores”, destaca Sam Onukuri, chefe do laboratório. É possível desenvolver produtos e instrumentos que seriam inviáveis em escala industrial.

Um dos focos das empresas é o crescimento do mercado ligado à Internet das Coisas (IoT, da sigla em inglês Internet of Things). São dezenas de aplicações, como:

  • Monitoramento remoto de pacientes: Reduz custos e deslocamentos, evitando a hospitalização. Amplia o atendimento a áreas remotas ou de difícil acesso.
  • Monitoramento de diabéticos: Aplicativos IoT “vestíveis” podem monitorar em tempo real os índices de glicose no sangue e, também, ajustar doses de insulina.
  • Inaladores com sensores: Para asmáticos, os inaladores ligados em rede são capazes de prever um ataque de asma com até 8 horas de antecedência.
  • Relógios antidepressão: Relógios que detectam níveis de indicadores de depressão, oferecendo informações complementares para o tratamento.
  • Sensores ingeríveis: quer saber se o paciente tomou o medicamento no horário certo? Os sensores com magnésio e cobre disparam um sinal se a medicação não for tomada no momento correto.

O foco em soluções digitais é especialmente importante, embora a Gartner tenha apontado para importância de não se esperar resultados imediatos, uma vez que a experimentação é a chave para o desenvolvimento de novos fluxos de atendimento aos clientes.

 

Futuro da mobilidade urbana em debate

13 de novembro de 2019 Posted by Sem categoria 0 thoughts on “Futuro da mobilidade urbana em debate”

Paula Oliveira faz palestra sobre como transformar dados em valor para o negócio.

O uso de ferramentas de inteligência artificial e machine learning é estratégico na disputa por clientes no disruptivo mercado de mobilidade urbana. O alerta é da CEO da Gotodata, Paula Oliveira, que apresentou ontem a palestra “Dados: como transformá-los em resultado para o seu negócio e os seus clientes”, durante o seminário “Inovação do negócio com foco no cliente”. Promovido pela Empresa1, em parceria com a Mastercard, Elo, Visa, C6Bank, PayGo, CashSolution e Ecobonuz, o evento reuniu na Fundação Dom Cabral especialistas e empresários para discutir o setor.

O mercado de mobilidade urbana é um dos mais afetados pelas novas tecnologias. A entrada do Uber e outros aplicativos, aliada à oferta de soluções online de trabalho, entretenimento e alimentação, retirou mais de 12,5 milhões de passageiros do sistema de transporte público, no Brasil, em um ano. Soluções de gestão de crédito eletrônico, uso do smartphone como meio de pagamento, reconhecimento por biometria facial e a criptografia avançada e segurança de dados estão entre as propostas para reconquistar os clientes.

Doutora em Psicologia Social pela USP, mestre em Estatística pela UFMG, escritora e pesquisadora, Paula Oliveira apontou os riscos e os desafios a serem enfrentados no uso dos dados, assim como as possibilidades de aplicação para levar valor ao cliente e às empresas.

Um algoritmo escreveu este texto

12 de novembro de 2019 Posted by Data Science, Tecnologia 0 thoughts on “Um algoritmo escreveu este texto”

Na verdade, apenas parte deste texto foi escrito por uma máquina, mas elas estão se esforçando para chegar lá.

 

Pode parecer ficção científica, mas já existem sistemas de inteligência artificial capazes de criar textos com incrível semelhança aos escritos por humanos. Alguns deles incluem coisas como piadas e poemas. Outros são muito mais sérios. Um exemplo recente da Universidade de Oxford contém uma poesia sobre o extermínio de judeus por Hitler.

“Se um ser humano tem uma forte antipatia por um grupo em particular, é muito improvável que ele seja capaz de escrever um poema sobre isso, mas a IA pode fazê-lo”, diz Robert Morris, que estuda inteligência artificial na Universidade de Oxford.

A afirmação na primeira frase deste artigo pode inspirar desconfiança. “É um exagero, não devem haver sistemas assim tão bons!”, podemos pensar. Mas o trecho seguinte, citando piadas e poemas e contendo a afirmação de Robert Morris – pesquisador fictício – foi escrita em questão de segundos por um algoritmo criado pela OpenAI

Base da programação, um algoritmo é uma sequência lógica, finita e definida de instruções a serem seguidas para resolver um problema ou executar uma tarefa. Similar a uma receita com o passo a passo para a resolução de uma tarefa.

Um robô-escritor

Em fevereiro a OpenAI anunciou o sistema, batizado de GPT-2. A avaliação dos resultados foi tão boa que os responsáveis decidiram não liberar a pesquisa completa para o público até que fossem mais bem discutidas as implicações de sua disponibilização. O receio residia na possibilidade de mau uso da ferramenta para a disseminação de spam, notícias falsas, teorias conspiratórias, discursos preconceituosos e de ódio. 

Nos meses que se seguiram a OpenAI liberou versões parciais da ferramenta e, no início de novembro, abriu para uso a maior versão disponível, dotada de 1,5 bilhão de parâmetros.

O volume de dados usados no treinamento do algoritmo é um dos grandes diferenciais do GPT-2. Os modelos “eram 12 vezes maiores, e o conjunto de dados era 15 vezes maior e muito mais amplo” do que os utilizados até então, descreve Dario Amodei, diretor de pesquisa do OpenAI. Dez milhões de artigos, totalizando um volume de 40 GB, compõem a base do sistema. É o equivalente a 35 mil cópias de Moby Dick. 

O jornal britânico The Guardian, em matéria que repercutia o anúncio feito no início do ano, mostrou como o GPT-2 dava sequência à frase inicial de “1984”, clássica distopia escrita por George Orwell. Fizemos o mesmo, mas utilizando a abertura de Dom Casmurro. O resultado foi o seguinte (em tradução livre para o português):

Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu.  Ele estava de cabeça baixa e não falou. Eu vi claramente sua face jovem. Ele passou por mim e não parou. Achei estranho, mas me lembrei da garota. Ele foi em direção a garota. Desci do trem e o segui.

Os exemplos mostram como o algoritmo, embora esteja longe de um Machado de Assis, ainda assim é capaz de desenvolver a narrativa de forma criativa e coerente (embora o original traga algumas incongruências). Você mesmo pode experimentá-lo, aqui.  

Aprendendo português

Como foi alimentado com textos em inglês, o sistema por ora funciona nesse idioma. Mas é possível treinar o GPT-2 em qualquer língua, dado que ele não distingue idiomas. Mais: ele sequer lida bem com palavras, exatamente, mas com byte-pair encodings. “Resumidamente, é como se fosse um vocabulário composto por caracteres e sequências de caracteres mais comuns vistas nos textos. Algumas palavras pequenas ou muito comuns fazem parte deste vocabulário, enquanto outras são decompostas em partes menores, e tratadas como mais de um token. Isso traz muita flexibilidade, pois não se fica amarrado ao vocabulário de uma língua específica”, explica o brasileiro Erick Fonseca, pós-doutorando no Instituto de Telecomunicações de Lisboa. Ele testou o algoritmo uma base de dados em português. 

Para isso, Fonseca extraiu da Wikipédia e usou como input para o GPT-2 todos os artigos em língua portuguesa. O processo está descrito em um artigo no Medium. Como o pesquisador utilizou uma versão preliminar do sistema, liberada em agosto, e um volume de dados consideravelmente menor – cerca de 1,5 GB, bem menos que os 40 GB do original – os resultados não são tão impactantes, mas mostram a capacidade da ferramenta. 

Apesar de algumas incongruências e repetições, o algoritmo foi bem-sucedido em captar a estrutura geral das frases em português. Ele criou diversos textos, inventando nomes e situações, acertando mais do que errando, como vemos no trecho abaixo: 

“Armored Warfare” é o segundo álbum de estúdio da banda estadunidense The Band, lançado em 1965. Foi o primeiro álbum a ter lançamento em 1965 e foi lançado pela gravadora chamada Midway Records. (…) O disco teve vendas de mais de 26 mil cópias nos Estados Unidos. Ame seus álbuns de estúdio foram certificados em diversos países brasileiros e o “single” “The Last Man” vendeu mais de 4 mil cópias nos Estados Unidos.

Camões que se cuide?

Os avanços da inteligência artificial, tais como o GPT-2, mantém acesa a discussão sobre as potencialidades, limites e dilemas da tecnologia. Restará algo em que as máquinas não possam nos superar? A escrita é uma habilidade complexa e, até o ano passado, exclusiva dos humanos.  

Mas se não podemos esperar que uma IA seja capaz de produzir o tipo de prosa original que você esperaria de alguém com doutorado em literatura, isso não deveria ser um sinal de que a máquina é apenas uma ferramenta?

Não sabemos ainda a resposta. Mas pergunta também foi formulada pelo GPT-2, na sequência do trecho com o qual gentilmente colaborou para esse artigo.

Transformando dados em resultados para o negócio e o cliente

11 de novembro de 2019 Posted by Sem categoria 0 thoughts on “Transformando dados em resultados para o negócio e o cliente”

Palestra da CEO da GoToData discute uso de dados no mercado de mobilidade urbana e pagamentos.

O Seminário “Inovação do Negócio com Foco no Cliente” recebe, dia 12 de novembro, uma série de encontros e palestras para discutir a influência das novas tecnologias nos sistemas financeiro e de mobilidade urbana. O evento é uma promoção da Empresa 1, em parceria com Mastercard, Elo, Visa, C6Bank, PayGo, CashSolution e ecobonuz. A CEO da GoToData, Paula Oliveira, fará a palestra de encerramento, com o tema “Dados: como transformá-los em resultado para o seu negócio e os seus clientes”. As vagas são limitadas e as inscrições estão abertas, aqui.

A disseminação das novas tecnologias de informação e comunicação promoveu um conjunto de mudanças sem paralelo na história recente e os setores de mobilidade e pagamentos estão entre os mais impactados. Novas oportunidades surgiram, permitindo a entrada e o reposicionamento dos principais players do mercado. O seminário apresenta discussões sobre a importância do foco no cliente como estratégia para o crescimento sustentável.

Entre as palestras, temas como design de inovação, integração tecnológica, banking e experiência do cliente. Doutora em Psicologia Social pela USP, Mestre em Estatística pela UFMG, escritora e pesquisadora, Paula Oliveira apresentará os resultados e experiências de suas pesquisas no campo de Inteligência Artificial, IoT, Machine e Deep Learning for Business.

O blog de ideias da GoToData

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