Tecnologia à flor da pele

14 de janeiro de 2020 Posted by Tecnologia 0 thoughts on “Tecnologia à flor da pele”

“Pele” artificial promete ampliar as possibilidades de interface entre humanos e máquinas.

A computação e o uso das tecnologias digitais se popularizaram quando os inventores e as corporações conseguiram encontrar caminhos para tornar esse mundo mais próximo das pessoas comuns. A criação de interfaces instintivas e dispositivos de fácil utilização permitiu um mundo de interações e usos. Um exemplo longevo é o mouse, que ganhou aprimoramentos em suas décadas de existência mas ainda hoje se assemelha com seu projeto original (assunto do qual já falamos em um post muito interessante aqui no blog).

Pesquisadores da Faculdade de Engenharia da Universidade de Bristol, em parceria com a Telecomm ParisTech e a Universidade de Sorbonne, estão desenvolvendo uma tecnologia com potencial de abrir muitas outras possibilidades. Com a sua “Skin-On”, eles buscam imitar a pele humana e gerar inputs para computadores, tablets, smartphones e outros aparelhos. 

Imitando as camadas da pele humana, os protótipos possuem uma camada texturizada na superfície, uma de eletrodos e fios condutores e uma de “hipoderme”. Assim, a Skin-On permite sensações para muito além do toque detectável por touchpads ou telas de aparelhos celular. Ela é capaz de captar vários gestos, detectar localização e pressão e “sentir” cócegas, carícias, torções e beliscões. 

“A pele artificial é amplamente estudada no campo da robótica, mas com foco em objetivos de segurança, sensoriamento ou cosmético. Esta é a primeira pesquisa que conhecemos que analisa a exploração de pele artificial realista como um novo método de entrada para dispositivos de realidade aumentada”, comenta Marc Teyssier, principal autor da pesquisa.

Neste vídeo é possível ver uma demonstração das funcionalidades que a Skin-On oferece. A ideia é agregar aos aparelhos possibilidades de interação e comunicação. A Dra, Anne Roudaut, supervisora da pesquisa, professora associada de interação humano-computador da Universidade de Bristol, comenta o objetivo do experimento: “Este trabalho explora a interseção entre homem e máquina. Vimos muitos trabalhos tentando aprimorar humanos com partes de máquinas. Aqui, examinamos o contrário e tentamos tornar os dispositivos que usamos todos os dias mais parecidos conosco”, disse o Dr. Roudaut.

O artigo publicado descreve as etapas para replicar a pesquisa e os estudiosos interessados em integrar o desenvolvimento são convidados a entrar em contato. Os próximos passos devem envolver a incorporação de mais características da pele humana, tais como pelos e sensibilidade à temperatura. Os resultados prometem ser de arrepiar.

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