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O que deve estar na agenda dos CIOs?

2 de janeiro de 2020 Posted by Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “O que deve estar na agenda dos CIOs?”

Levantamento da Gartner mostra insights para líderes de informação e tecnologia.

“Há uma marcha implacável em direção à maturidade digital”. E mais: “o digital não é mais um diferencial”. Com essas frases categóricas – afirmações que já não são tão surpreendentes assim para você que acompanha o blog da GoToData e está ligado nas tendências –, o analista do Gartner Andy Rowsell-Jones apresentou os resultados da pesquisa CIO Agenda 2020

O levantamento, realizado anualmente pelo Gartner Inc., trouxe em sua última edição dados acerca dos processos de transformação digital. Dos mais de mil CIOs (Chief Information Officer) entrevistados, 40% afirmaram que conseguiram escalar iniciativas digitais que fomentaram a tecnologia para gerar mudanças significativas em seus negócios, o que representou um aumento de 17% em relação ao período anterior. 

Entretanto, a maior parte das organizações está só aprimorando os modelos de negócio já existentes, e não promovendo transformações a partir de suas vulnerabilidades. Desses insights surgem algumas dicas para enfrentar essas ameaças e os ciclos de disrupção digital:

  • É preciso analisar bem os horizontes do negócio e da empresa. Os melhores líderes examinam o contexto para identificar tendências e, assim, direcionam suas ações no sentido da onda de mudanças. Ao antecipar as curvas de mudança, consegue liderar seu time com coesão e sintonia.
  • Desenvolver processos e plataformas ágeis é outro diferencial. CIOs devem estar preparados para não apenas reagir, mas para sair na frente. 
  • É altamente valioso mostrar-se adaptável, dado o cenário de constante mudança. Equilíbrio entre planejamento e estratégias claras, de um lado, e capacidade de se adequar às demandas, de outro.
  • Também é importante para os CIOs investir com inteligência na tecnologia e construir relacionamentos sólidos. Quanto mais sintonizado está com os demais do C level, melhores os resultados e maior a capacidade de responder ao mercado. 

Rowsell-Jones dá ainda a tônica para o ano que está prestes a começar. Segundo ele, as empresas precisam estar preparadas para a eventualidade de crises, inflexões e disrupções: “O sucesso em 2020 significa aumentar a preparação da organização de TI e da empresa para suportar a interrupção iminente dos negócios, planejando-o com antecedência.”

Em busca do TechQuilibrium

26 de dezembro de 2019 Posted by Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Em busca do TechQuilibrium”

Entenda o significado do mais novo termo no cenário da transformação digital.

Com o mercado cada vez mais competitivo e sujeito a disrupções, sobretudo pela influência dos avanços digitais, recai sobre os líderes de tecnologia das empresas a responsabilidade por equilibrar as demandas do cenário em que elas estão inseridas e suas possibilidades de ação e/ou reação diante disso. É o que o Gartner batizou de TechQuilibrium: o ponto de equilíbrio tecnológico capaz de definir o quão digital a empresa precisa ser para competir ou liderar a sociedade digital. 

“Atualmente, a maioria das organizações precisa acelerar suas iniciativas digitais para alcançar seu TechQuilibrium. Porque quanto mais longe a empresa estiver do ponto de TechQuilibrium de seu setor, maior será a probabilidade de sofrer algum tipo de interrupção”, afirma Don Scheibenreif, pesquisador vice-presidente do Gartner. O caminho, segundo a consultoria, passa por quatro aspectos: 

  • tomada de decisão corporativa;
  • liderança;
  • experiência do cliente; 
  • e sociedade digital.

Cada vez mais as empresas fazem uso da tecnologia para embasar a tomada de decisões. Os gestores precisam se manter informados e atualizados e o mote deve ser extrair o máximo possível de benefícios dessa relação. “O Gartner prevê que, até 2022, 40% dos funcionários consultarão um agente de Inteligência Artificial para suporte à decisão. A maioria dos ambientes, particularmente os complexos e ricos em dados, exigirá uma parceria entre humanos e máquinas, com máquinas realizando o trabalho pesado de processamento de dados e pessoas interpretando e reforçando as decisões”, comenta Scheibenreif. 

A pesquisa Board of Director 2020 do Gartner apontou que dois em cada três diretores enxergam as questões digitais e tecnológicas como o desafio de negócio mais importante. E mais da metade deles consideram que iniciativas digitais serão a prioridade número um nos próximos dois anos. Isso evidencia a importância de os líderes assumirem posturas mais proativas e ofensivas – e não só reativas – rumo ao TechQuilibrium. 

Os clientes num mundo tecnológico, por sua vez, querem cada vez mais resolver suas demandas pelo smartphone, o que por vezes gera uma situação conflitante: esperam ter todas as soluções disponíveis em um aplicativo móvel, mas que seja simples e fácil de usar. O desafio é promover cada vez mais experiências que gerem valor para que os consumidores se engajem com sua marca. “Para fazer isso, as organizações precisam de uma plataforma tecnológica que traga vida a essas experiências bem projetadas. O Gartner chama isso de plataforma de múltiplas experiências”, explica Helen Huntley, uma das vice-presidentes do Gartner.

Tudo isso está inserido num contexto de sociedade digital, repleta de interações entre pessoas, organizações e coisas. Inteligência artificial e Internet das Coisas, por exemplo, já não são mais ficção. Encontrar os dados não é mais um problema. A grande questão é como usá-los com excelência. “Três coisas são necessárias para equilibrar o valor e o uso responsável dos dados – a governança sólida da informação, a oferta de valor real baseado em informações para que as pessoas possam ver como o compartilhamento de dados pode beneficiá-las, e a oferta de mais transparência e controle para ganhar confiança”, comenta De’Onn Griffin, diretor sênior de pesquisa do Gartner.

Dito tudo isso, fica a pergunta: quão próximo você está de alcançar o TechQuilibrium? 

As tecnologias emergentes de 2019

18 de setembro de 2019 Posted by Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “As tecnologias emergentes de 2019”

Lista do WEF reúne especialistas para selecionar tecnologias que podem ser relevantes no futuro.

Ano após ano o Fórum Mundial Econômico (WEF) reúne um comitê internacional de experts em tecnologia de ponta com um objetivo em comum: selecionar e listar as 10 melhores tecnologias emergentes do ano. O comitê solicita indicações de grandes nomes da tecnologia ao redor do mundo e as avaliam a partir de diversos critérios.

A tecnologia sugerida tem o potencial de prover benefícios sociais e econômicos? Ela pode alterar a maneira de fazer algo? Ela está em estágios iniciais de desenvolvimento, mas ainda assim atraindo interesse de pesquisadores, companhias ou investidores? Ela pode abrir caminhos significativos nos próximos anos? Todas essas questões são levadas em conta pelos profissionais selecionados na hora de identificar as melhores tecnologias emergentes.

As 10 tecnologias selecionadas para o ano de 2019, estão a seguir e podem ser encontradas com mais detalhes em relatório emitido pelo Fórum.

  1. Bioplásticos para a economia circular

Menos de 15% do plástico no mundo é reciclado. O plástico biodegradável, apesar de oferecer uma solução, não possui a mesma resistência do plástico comum. O bioplástico, que é produzido a partir de fontes renováveis, se apresenta como uma solução de ambos os problemas, uma vez que ele deriva de e pode ser posteriormente transformado em biomassa.

  1. Robôs sociais

Os robôs estão interagindo de forma cada vez mais humana, reconhecendo vozes, emoções, interpretando padrões, até mesmo fazendo contato visual. Conforme esses robôs se popularizam, podemos prever mudanças drásticas na forma que ocorre o cuidado aos idosos, a educação de crianças, bem como a realização de outras tarefas.

  1. Lentes pequenas para dispositivos em miniatura

Hoje temos disponíveis lentes incrivelmente pequenas para smartphones, tablets e outros aparelhos eletrônicos, mas uma série de avanços levaram a criação das chamadas metalenses. Essas lentes poderiam criar sensores muito menores e avanços em captação e transmissão de imagens em aparatos médicos.

  1. Proteínas desestruturadas como alvos de medicamentos

As proteínas intrinsecamente desestruturadas são proteínas que não possuem uma estrutura rígida, e que possuem certa facilidade para serem desordenadas e levar ao câncer e outras doenças. Os avanços na medicina apontam pra um futuro onde será possível garantir a estabilidade dessas proteínas durante o processo de tratamento.

  1. Fertilizantes inteligentes

Os novos fertilizantes estão deixando de usar amônia, ureia e potássio em sua composição, elementos extremamente danosos para a natureza, e estão passando a utilizar fontes ecologicamente amigáveis de nitrogênio e microrganismos que ajudam no crescimento das plantas.

  1. Telepresença colaborativa

As telecomunicações e a globalização já facilitaram e muito a elaboração de reuniões com pessoas que estão distantes, mas com essa tecnologia podemos dar um passo além. A ideia é que você possa de fato se sentir dentro de uma sala com seus companheiros, e até mesmo sentir o toque deles em um aperto de mão, por exemplo. Com o uso de tecnologias como a Realidade Aumentada, Realidade Virtual , o 5G e sensores avançados, até mesmo consultas médicas poderiam ser realizadas à distância.

  1. Embalagem e rastreamento avançados de comida

Cerca de 600 milhões de pessoas comem alimentos contaminados a cada ano e é essencial localizar a fonte de um surto o quanto antes. Com a tecnologia Blockchain, será possível rastrear a comida em questão de minutos.  Juntando isso a sensores nas embalagens, que podem indicar o estado do alimento e a data de vencimento, podemos ter um consumo mais eficiente e seguro.

  1. Reatores nucleares mais seguros

Apesar da energia nuclear não produzir CO², os reatores possuem certo risco devido à possibilidade de superaquecimento e até mesmo explosão, em certas condições. Novos combustíveis, porém, estão se mostrando cada vez menos propícios a superaquecer, produzindo quase ou nenhum hidrogênio, que é a causa principal da explosão.

  1. Armazenamento de dados baseado em DNA

Nossos sistemas de armazenamento gastam muita energia e não estão se mostrando eficazes em acompanhar a quantidade de dados que nós produzimos, mas pesquisadores estão usando armazenamento de dados baseado no DNA como uma alternativa de baixo custo energético e com alta capacidade.

  1. Armazenamento de larga escala de energia renovável

O armazenamento de energia gerada por fontes renováveis ​​para quando não há sol ou vento tem sido uma barreira ao aumento da absorção. As baterias de íon de lítio devem dominar a tecnologia de armazenamento na próxima década, e os avanços contínuos devem resultar em baterias que podem armazenar até oito horas de carga – tempo suficiente para permitir que a energia gerada por luz solar, por exemplo, atenda ao pico da demanda noturna.

Todas as empresas são empresas de tecnologia?

9 de janeiro de 2019 Posted by Negócios, Tecnologia 0 thoughts on “Todas as empresas são empresas de tecnologia?”

Negligenciar a tecnologia pode ser um caminho rápido para o fracasso.

Conectividade, automação e inteligência artificial, entre outros, são termos que entraram de vez para o vocabulário da vida contemporânea, perpassada em vários níveis pela tecnologia. Como nunca, conhecer e acompanhar os avanços tecnológicos é condição fundamental para a sobrevivência. Tanto vale para as pessoas quanto para as corporações. 

Empresa são especialmente vulneráveis às mudanças no cenário. Ou então, se ela tardar em se adaptar, pode também encontrar o fracasso pela perda de timing. “Toda empresa é, hoje, uma empresa de tecnologia”, como afirma Christopher Mims, em artigo de muita repercussão publicado recentemente no The Wall Street Journal. O que já foi tido como um diferencial de alguns na competição por clientes e mercados, é atualmente um imperativo universal.

A tradicional varejista norte-americana Sears, por exemplo, sofreu com a ascensão do comércio eletrônico e pediu concordata no final de 2018. Superada por concorrentes totalmente inseridos digitalmente, como Amazon e Wallmart, a rede, que já foi a líder no varejo estadunidense, não experimenta lucros desde 2011 e está à beira da falência.

Como muitas vezes a demanda por inserção e desenvolvimento tecnológico é pesada e exige rapidez, as grandes corporações tem adotado algumas formas de adequação:

  • O alto escalão tem contado cada vez mais com figuras altamente capacitadas no assunto, trazendo-o para o centro das decisões estratégicas;
  • As empresas buscam estabelecer parcerias com quem possa suprir as necessidades impossíveis ou inviáveis de sanar internamente;
  • Há crescente investimento e incentivo à inovação interna ou mesmo de forma independente, por parte dos colaboradores, criando seus próprios negócios. A Cisco, por exemplo, encoraja lideranças da corporação a criarem suas startups, e algumas delas já foram compradas pelo conglomerado por cifras que chegam à casa do bilhão de dólares;
  • Além da compra de empreendimentos liderados por membros de suas equipes, tem sido comum também a incorporação de outras startups por grandes empresas. Com isso, são agregados ao staff profissionais em geral jovens, bastante especializados em tecnologia e com forte senso inovador.

É claro que fomentar novos negócios e/ou incorporar startups só cabe às grandes corporações, mas trazer a tecnologia para a mesa de decisões e buscar parceiros está ao alcance de qualquer empreendimento. Negligenciar o assunto, por sua vez, é uma opção que já não serve mais.

O papel das TICs na construção de um mundo melhor

26 de outubro de 2018 Posted by Pessoas, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “O papel das TICs na construção de um mundo melhor”

Seis ações para acelerar as mudanças e incentivar o desenvolvimento

 

As novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) tem o poder de transformar profundamente a sociedade e a economia. E, ao contrário de outros avanços da história da civilização, esse poder tem um potencial elevado de promover a transformação acelerada. Essa capacidade torna sua disseminação estratégica para o cumprimento dos Objetivos Globais para o Desenvolvimento Sustentável (ODS). Este ambicioso conjunto de metas (veja aqui) proposto pelas Nações Unidas é o sucessor dos Objetivos do Milênio e tem 2030 como meta.

As TICs são cruciais nesta jornada, aponta estudo da Columbia University How Information and Communications Technology can Accelerate Action on the Sustainable Development Goals. Conheça as seis áreas de investimento sugeridas pelo estudo, capazes de fazer das TICs ferramentas para a transformação do mundo em um lugar melhor:

  • Conexão em alta velocidade para todos
  • Garantia do direito à privacidade e liberdade de expressão
  • Integração das TICs aos serviços públicos de saúde, educação e infraestrutura.
  • Incremento das parcerias entre o setor público e o setor privado em busca de modelos sustentáveis capazes de oferecer soluções para a implantação de estruturas de grande escala baseadas nas TICs.
  • Incentivar o ensino, de forma integrada, das disciplinas ciências, tecnologia, engenharia e matemática no ensino fundamental e médio.
  • Organização e abertura de bancos de dados públicos com as informações disponíveis e oferecidas pelos TICs.

 

Estas ações visam, por exemplo, conectar áreas sem acesso à internet (ou com acesso restrito ou não lucrativo), aceleração da criação de hubs de inovação para desenvolver novas aplicações ou modelos de negócios para atender as necessidades de áreas urbanas ou rurais.

A capacidade de disseminar informação e ampliar a conexão entre as pessoas, oferecida pelas novas Tecnologias de Informação e Comunicação têm um enorme potencial para acelerar o progresso humano.

O blog de ideias da GoToData

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