Posts tagged "Reconhecimento Facial"

Será o fim do “esqueci minha senha”?

21 de novembro de 2019 Posted by Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Será o fim do “esqueci minha senha”?”

Opções de segurança biométrica ainda convivem com as tradicionais sequências de caracteres ou padrões. Mas até quando?

Há 30 anos, uma senha era necessária para as pioneiras operações bancárias eletrônicas, para destravar um cadeado ou, no caso dos mais afortunados, para guardar de modo seguro valores em um cofre. Há 20, alguns já tinham a conta de e-mail e o acesso ao microcomputador, em casa ou no trabalho, protegidos. Dez anos atrás, um usuário comum facilmente acumulava uma dúzia de sites e softwares que exigiam senhas e, com a disseminação dos smartphones, vivemos em um mundo blindado por códigos alfanuméricos. 

Mas a onipresença das senhas parece ameaçada pela popularização da biometria. Reconhecimento facial, de impressões digitais e de íris já não são mais itens de filme e estão disponíveis em aparelhos celulares com preços acessíveis. A promessa de segurança que eles oferecem é alta, visto que se baseiam em características particulares de cada indivíduo. Mas não há só vantagens nisso. 

Os prós e os contras 

Senhas são simples e convenientes. Quando baseadas em informações pessoais (datas de nascimento, números de telefone, nomes de animais de estimação), facilitam a memorização mas podem ser descobertas por pessoas que conheçam o usuário ou tenham acessado seus dados. 

Se formadas apenas por números (os chamados PINs – personal identification numbers), são ainda mais vulneráveis a um sistema hacker, que pode quebrar um PIN de seis dígitos em questão de horas, com não mais do que 1 milhão de tentativas (enquanto seriam necessárias testar quase 700 milhões de combinações para hackear uma sequência formada com letras, símbolos e números). 

É altamente recomendável o uso de uma senha exclusiva para cada serviço, o que raramente acontece na prática, dado que, não raro, dispomos de dezenas de cadastros. O mais comum é utilizar de uma a três variações, o que reduz muito a segurança. Contudo, se há alguma suspeita de violação, basta trocar o código. 

E é justamente no fato de os dados biométricos serem exclusivos de cada pessoa que residem suas principais vantagens e também alguns de seus pontos problemáticos. É extremamente difícil falsificar, imitar ou roubar impressões digitais, rostos, vozes ou íris. Também não é possível perder, emprestar ou esquecer essas assinaturas biológicas, ou seja, dificilmente alguém mais terá acesso a elas, além do próprio dono. 

Entretanto, a ideia de um registro fiel e inalterável pode ensejar problemas. Cortes, queimaduras ou o efeito do manuseio de produtos químicos podem prejudicar ou até mesmo inviabilizar a leitura das impressões digitais. Embora tenha avançado, a assertividade do reconhecimento facial ainda é afetada por expressões, acessórios, iluminação, maquiagem ou mesmo pelo avanço da idade, ganho ou perda de peso, etc. A identificação por voz, por sua vez, também sofre efeitos fisiológicos, além de ruídos e fatores ambientais. E o reconhecimento de íris, além de ser o mais caro e complexo de implementar, pode ser enganado com o uso de lentes de contato sofisticadas. 

A leitura desse panorama nos leva a crer, então, que o ideal, ao menos por ora, é combinar os tradicionais passwords, PINs e padrões, com as opções de segurança biométrica acessíveis. Então, conserve seus dedos, cuide da garganta, vá ao oftalmologista, controle o peso e troque as senhas de tempos em tempos.

Reconhecimento facial já é! E agora?

18 de novembro de 2019 Posted by Pessoas, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Reconhecimento facial já é! E agora?”

Integração com o celular disseminou a tecnologia, mas risco de abuso também é crescente.

Como muitas tecnologias inovadoras, o reconhecimento facial por imagem guarda um tremendo potencial para simplificar, melhorar e tornar mais seguros muitos aspectos da nossa vida. Do sistema bancário ao atendimento médico, passando pelo comércio, entretenimento, trabalho e educação. Tema frequente na ficção científica, tornou-se primeiro uma aposta, depois uma tendência. Hoje, é uma realidade e a chave de seu sucesso é a integração com os celulares. A empresa de estudos de tendências Counterpoint estima que, até o final de 2020 – e 2020 já é – mais de um bilhão de smartphones terão algum tipo de desbloqueio baseado em reconhecimento facial (ou via digital), além de um crescente número de aplicativos de entretenimento e criação de conteúdo, como o Beard Booth, o Face Swap ou o Truthify.

A integração com o celular sinalizou para a indústria que o reconhecimento facial veio para ficar. Estudo da Allied Market Research estima que o mercado mundial de detecção facial vai atingir US$ 9.6 bilhões até 2022.

O crescimento acelerado chamou a atenção não apenas da indústria. Suas implicações transcendem o campo da tecnologia, e devemos esperar uma batalha em torno das implicações de seu uso generalizado. Usuários, empresas, governo e a sociedade civil compartilham alguns pontos, mas divergem em dezenas de outros, principalmente em relação à sua aplicação nas áreas de segurança e em questões envolvendo privacidade.

Muitos especialistas acreditam que há uma similaridade com o processo de popularização do automóvel. Por décadas, o setor manteve-se desregulado, ou com regras pouco rígidas, em um mundo que estava aprendendo a conviver com os carros. Tanto as leis de trânsito como as próprias especificações de segurança para a indústria eram desconexas e pouco compreendidas. Basta lembrar, por exemplo, que a obrigatoriedade de uso do cinto de segurança é uma conquista bastante recente. Na verdade, a indústria automobilística nem mesmo era obrigada a equipar os carros com esses itens até o final da década de 1960.

O principal temor relacionado ao reconhecimento facial é o uso abusivo por empresas e governos. A capacidade de uso em massa por regimes, autoritários ou não, é um receio antigo e real. Há indícios de que a China usa ferramentas no controle de minorias étnicas e, não por acaso, os manifestantes de Hong Kong abusam de sombrinhas e máscaras para também não caírem nos sistemas de controle político. Cidadãos de países democráticos enfrentam problemas diferentes, mas tão graves quantos. As denúncias de algoritmos preconceituosos baseados em reconhecimento de imagens são inúmeras.

Você acredita na sua moeda?

3 de agosto de 2019 Posted by Data Science, Tecnologia 0 thoughts on “Você acredita na sua moeda?”

Artigo instigante de Ariano Cavalcanti sobre a produção, uso e legitimação da moeda. Se a confiança é o seu grande insumo, o que fazer, quando ela falta? 


Trecho extraído do texto original escrito pelo autor. Leia na íntegra

“A magnitude da transformação proposta pelas criptomoedas ou criptoativos é imensurável. Constituindo um sistema econômico alternativo (peer-to-peer), traz consigo uma proposta de sistema bancário livre e independente do estado, algo absolutamente impensável há poucos anos. Mas não é só isso. Permitindo transações financeiras sem intermediários, mas verificadas por todos usuários (nós) da rede, configura o melhor exemplo de uma estrutura sem uma entidade administradora central, inibindo qualquer autoridade financeira ou governamental de manipular a sua emissão, o seu valor e sobretudo, o de induzir a inflação com a produção de mais dinheiro. Isso não tem precedentes.

Bem, se o cenário atual conduz para um questionamento acerca da legitimidade das autoridades monetárias, acatar a possibilidade de ruptura desse padrão parece no mínimo razoável. No entanto, esse debate não é novo. O assunto já foi amplamente abordado pelo Prêmio Nobel de 1974, Friedrich Hayek, famoso economista austríaco que em seu livro A Desestatização do Dinheiro, já grifava que as vantagens das moedas competitivas (não estatais) não são apenas no sentido de que retirariam das mãos dos governos o poder de inflacionar a oferta monetária, mas também de que muito fariam para impedir as oscilações desestabilizantes que foram, no correr do último século de “ciclos econômicos”, precipitadas pelo monopólio governamental sobre o dinheiro, e também para tornar mais difícil para o governo aumentar excessivamente seus próprios gastos, já que esses aumentos se constituem num dos problemas mais cruciais da nossa era. Para Hayek, o papel-moeda fiduciário e de curso forçado (estatal) é uma criação nefasta do estado, que esse dinheiro fictício é o responsável pelos ciclos econômicos, e que o livre mercado sempre escolheria uma commodity (como o ouro, ou poderia ser uma criptomodeda?) para ser a moeda-base de qualquer economia. Isso soa familiar? Os brasileiros sabem bem disso…

Se o estado não tivesse o poder de emitir dinheiro, como estaria a gestão dos gastos públicos? E como seria a política sem o poder da moeda? E se o padrão de reserva internacional migrasse espontaneamente para uma moeda descentralizada no lugar das estatais? Sobre isso cabe outro pensamento de Hayek: “Fracionar ou descentralizar o poder corresponde, forçosamente, a reduzir a soma absoluta de poder, e o sistema de concorrência é o único capaz de reduzir ao mínimo, pela descentralização, o poder exercido pelo homem sobre o homem.“ — Friedrich August von Hayek

Um bom exemplo para ilustrar essa síntese é a Venezuela. O país é hoje o maior usuário da criptomoeda Dash, alternativa encontrada pela população para se proteger da hiperinflação de mais de 1.000.000% que assola o país. O Dash é amplamente utilizado tanto para pagamentos corriqueiros quanto por meio de ATM’s. e, convergindo com o exposto, um caso bem sucedido de uma moeda competindo com a do estado. Mas se a premissa da moeda estatal é a fidúcia, no caso venezuelano restará a ela apenas a força legal.

Não se pretende aqui, introduzir qualquer apologia contra as moedas e nem tampouco os estados, mas apenas questionar o que nunca ousamos pensar. Dados macroeconômicos estão piscando em alertas que as vezes não queremos enxergar. Talvez nunca tenhamos presenciado elementos e condições tão reais e alinhadas na direção de rupturas estruturais. A reunião de fatores como os legados da crise de 2008, o quantitative easing, o comportamento dos bancos centrais e o avanço das criptomoedas, merecem a nossa atenção sob pena de não nos prepararmos adequadamente para que possa vir.”

Esse sorriso não me engana!

2 de agosto de 2019 Posted by Data Science, Tecnologia 1 thought on “Esse sorriso não me engana!”

Com algoritmo que analisa sorrisos, cientistas avançam na área de reconhecimento facial e inteligência artificial.

O desenvolvimento das técnicas de reconhecimento facial anda de vento em popa, como já tratamos em outros artigos. Os benefícios são vários mas há também uma série de controvérsias – o que não tem sido raro quando analisamos os impactos das novas tecnologias. 

Na academia os pesquisadores buscam expandir os limites desse campo. Na Universidade de Bradford, Grã-Bretanha, cientistas deram um passo adiante: desenvolveram um software capaz de distinguir falsas expressões faciais

A partir dos algoritmos, é possível detectar se um sorriso é genuíno ou forçado. Primeiro o sistema mapeia os traços da face, identificando olhos, boca, bochechas e nariz. Depois ele registra o movimento no decorrer do sorriso e compara com as imagens já armazenadas de sorrisos legítimos e falsos. 

“Um sorriso é talvez a mais comum das expressões faciais e é uma maneira poderosa de sinalizar emoções positivas”, afirmou o coordenador da pesquisa Hassan Ugail, professor de computação visual da Universidade de Bradford. Curiosamente, os movimentos mais significativos característicos dos sorrisos verdadeiros aconteciam ao redor dos olhos, o que vai de encontro à popular afirmação de que um sorriso pode ser visto nos olhos de quem sorri.

Ainda que pareça um experimento simplório e aparentemente sem muitas aplicações práticas, o estudo é promissor e relevante. “Técnicas para analisar expressões faciais humanas avançaram dramaticamente nos últimos anos, mas a distinção entre sorrisos genuínos e posados ​​continua sendo um desafio porque os humanos não são bons em captar as pistas relevantes”, comenta o professor Hassan. 

Com o desenvolvimento dessas possibilidades, o sistema pode auxiliar na interação entre humanos e computadores e colaborar, por exemplo, em processos de identificação biométrica. Para os cientistas sociais e da área clínica, pode também ajudar na obtenção de mais informações sobre emoções e comportamento. 

O direito de ser anônimo

20 de fevereiro de 2019 Posted by Pessoas, Tecnologia 0 thoughts on “O direito de ser anônimo”

Uso controlado do reconhecimento facial é a discussão do momento.

Máquinas têm muita dificuldade para pensar, mas aprendem com rapidez e são especialmente eficientes na análise de imagens. Estes são alguns dos motivos que levaram ao desenvolvimento acelerado das tecnologias de reconhecimento facial. Dos filmes de ficção científica para qualquer smartphone recente, a capacidade de identificar uma pessoa pelos elementos do rosto é uma ação corriqueira e com uso em expansão.

O reconhecimento fácil traz benefícios sociais relevantes e empolgantes. Combate as fraudes, aumenta a segurança, incentiva a interação entre as pessoas e é uma maravilha para ajudar na organização de suas fotos digitais, peça ao seu computador ou celular para ativar o agrupamento por reconhecimento facial e veja oque acontece.

O risco do abuso, no entanto, é extraordinário. Pense em todos os filmes e livros com distopias autoritárias e reflita: ou o vilão (governo, empresa ou gênio do mal genérico) já usa algum tipo de ferramenta similar, ou gostaria muito de de usar, caso tivesse a oportunidade.

A busca por regulamentação cresce ano a ano e é esperado que as primeiras medidas globais sejam postas em prática já em 2019. Ativistas digitais e organizações de direitos civis já defendem as medidas, como a Big Brother Watch, que revelou o elevado índice de erros nos resultados da Polícia Metropolitana da Inglaterra. Ou American Civil Liberties Union (ACLU), que alerta para a diferença entre os sistemas de identificação biométrica (como digitais ou retina) e o reconhecimento facial, facilmente customizado para ser usado em conjunto com câmeras de vigilância e atuar como mecanismo de repressão.

Os ativistas ganharam, entretanto, um aliado inesperado. O presidente da Microsoft, Brad Smith, publicou recentemente artigo defendendo a adoção de leis já este ano. Atento ao mercado, ele percebe que se esperar pela ação dos governos, o setor poderá enfrentar regras duras e, por isso, incentiva algum tipo de auto-regulamentação. “Nós e outras empresas de tecnologia precisamos começar a criar salvaguardas para abordar a tecnologia de reconhecimento facial”, defende, no texto.

Enquanto isso, quem sabe já não é melhor ir aprendendo técnicas para escapar dos sensores e permanecer anônimo? Melhor ainda se a camuflagem estiver na moda. Tente aqui.

Diga-me como andas e te direi quem és

4 de fevereiro de 2019 Posted by Pessoas, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Diga-me como andas e te direi quem és”

Tecnologia que identifica pessoas pelo modo de andar avançou muito nos últimos anos.

Quando chegou ao mercado, em 2010, o Kinect despertou a atenção do grande público para uma tecnologia que saltou aos olhos, por inovadora que era: o equipamento ligado ao console Xbox permitia a detecção de movimentos corporais para jogar. Mas a verdade é que o uso de sensores para captar movimentos e, mais do que isso, até mesmo identificar pessoas a partir deles, já vinha sendo desenvolvido havia anos.

Em 2002 o Georgia Tech Research Institute anunciou que podia identificar uma pessoa pelo jeito de andar com até 90% de nível de acerto. Os meios, contudo, hoje parecem antiquados: o sistema usava ondas de radar para construir a “imagem” do indivíduo se movimentando.

Atualmente essa possibilidade já está consolidada, com o desenvolvimento da inteligência artificial e a disponibilidade de câmeras e sensores avançados. Até mesmo no Brasil já há iniciativas nesse ramo, como a pesquisa da Universidade Federal de Goiás (UFG) que criou um desses sistemas.

Assim como uma impressão digital, a combinação entre a forma do corpo e as características do andar de uma pessoa constituem uma marca exclusiva. Se o reconhecimento facial, também em franco desenvolvimento e utilização, pode ser burlado com o uso de máscaras, perucas ou capacetes, a detecção pelo caminhar parece dificultar a vida dos mal-intencionados. Isso porque mesmo que alguém altere a forma como anda de propósito, ela continuará tendo a mesma altura, o mesmo tamanho de pernas e braços, entre outras características.

As promessas dessa tecnologia são as mais variadas, como facilitar os processos de embarque em aeroportos, a identificação de pessoas desaparecidas e até mesmo de criminosos disfarçados.

O principal cenário de uso dessa tecnologia é a China. As polícias de Beijing e Shangai já fazem uso de sistemas como esse, associado aos de reconhecimento facial. Soma-se a isso o fato de o país ter a maior rede de câmeras de vigilância do mundo, com mais de 170 milhões de unidades em funcionamento. É possível identificar uma pessoa em uma distância de até 50 metros, mesmo de costas.

O caso, como na maioria dos que envolvem inovações tecnológicas na atualidade, tem despertado reflexões e polêmicas. Após ter sido criticado pela implantação de um sistema de “rating” entre seus cidadãos, o governo chinês virou alvo novamente, com as possibilidades de uso questionável da identificação pela forma de caminhar. Há suspeitas de que isso já esteja sendo usado, por exemplo, para monitorar minorias étnicas na província de Xinjiang.

Vamos aguardar para ver como essa história vai andar…

#10YearsChallenge: brincadeira viral ou coleta de dados?

18 de janeiro de 2019 Posted by Data Science, Pessoas, Tecnologia 0 thoughts on “#10YearsChallenge: brincadeira viral ou coleta de dados?”

Desafio que movimentou a internet pode ser um grande negócio para as empresas de tecnologia.

As redes sociais foram invadidas nos últimos dias por mais um divertido desafio: postar lado a lado uma foto tirada 10 anos atrás e outra atual. Acompanhadas da hashtag “#10YearsChallenge”, as postagens chegaram a mais de 5,5 milhões só no Instagram. Além dos anônimos, celebridades e até autoridades entraram no jogo.

Mas por trás de uma onda aparentemente inofensiva pode estar um processo valioso de coleta de dados. Em um artigo na revista Wired, a especialista em estratégia digital Kate O’Neill alertou para a possibilidade de as grandes empresas de tecnologia aproveitarem-se das informações que podem ser obtidas a partir das fotos postadas.

Todas as big players nesse setor – como o Google e o Facebook – investem pesado no aprimoramento de seus sistemas de reconhecimento facial, ano após ano. E quanto maior for o volume de dados qualificados que conseguirem captar, maior será sua efetividade na tarefa de identificar pessoas pelos traços da face. Nisso o desafio ajuda muito: faz com que milhões de pessoas postem fotos de si mesmas, todas identificadas com uma tag que agrupa as postagens semelhantes.

A reflexão de O’Neill começou com um tweet, e sua intenção não é criar uma sensação de pânico, mas levantar um tema a se pensar. Muitos até rebateram seus argumentos dizendo que boa parte das fotos usadas na brincadeira já estavam publicadas nas redes sociais, ou seja, repostá-las não traria nada de novo em matéria de conteúdo. Ela propõe outro ponto de vista: as regras do desafio podem auxiliar a criação de um vasto banco de dados de progressão de idade, pois todas mostram como os participantes envelheceram em um período aproximado de tempo. “Em outras palavras, graças a esse meme, agora há um conjunto de dados muito grande de fotos cuidadosamente selecionadas de pessoas de cerca de 10 anos atrás e agora”, diz a autora.

As aplicações do reconhecimento facial podem ser as mais variadas, da identificação de pessoas desaparecidas e de terroristas, passando pela publicidade direcionada e chegando até a influenciar nos custos do plano de saúde – caso alguém esteja envelhecendo rápido demais para os parâmetros da empresa que escolher.

Em um cenário distópico – mas não inimaginável –, a tecnologia pode até nos aproximar de uma realidade orwelliana, onde impera a vigilância full time, como no clássico livro “1984”. Mas não será (apenas) o #10YearsChallenge que nos levará até lá…

O blog de ideias da GoToData

Compartilhe

Facebook
Twitter
LinkedIn