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Em busca do TechQuilibrium

26 de dezembro de 2019 Posted by Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Em busca do TechQuilibrium”

Entenda o significado do mais novo termo no cenário da transformação digital.

Com o mercado cada vez mais competitivo e sujeito a disrupções, sobretudo pela influência dos avanços digitais, recai sobre os líderes de tecnologia das empresas a responsabilidade por equilibrar as demandas do cenário em que elas estão inseridas e suas possibilidades de ação e/ou reação diante disso. É o que o Gartner batizou de TechQuilibrium: o ponto de equilíbrio tecnológico capaz de definir o quão digital a empresa precisa ser para competir ou liderar a sociedade digital. 

“Atualmente, a maioria das organizações precisa acelerar suas iniciativas digitais para alcançar seu TechQuilibrium. Porque quanto mais longe a empresa estiver do ponto de TechQuilibrium de seu setor, maior será a probabilidade de sofrer algum tipo de interrupção”, afirma Don Scheibenreif, pesquisador vice-presidente do Gartner. O caminho, segundo a consultoria, passa por quatro aspectos: 

  • tomada de decisão corporativa;
  • liderança;
  • experiência do cliente; 
  • e sociedade digital.

Cada vez mais as empresas fazem uso da tecnologia para embasar a tomada de decisões. Os gestores precisam se manter informados e atualizados e o mote deve ser extrair o máximo possível de benefícios dessa relação. “O Gartner prevê que, até 2022, 40% dos funcionários consultarão um agente de Inteligência Artificial para suporte à decisão. A maioria dos ambientes, particularmente os complexos e ricos em dados, exigirá uma parceria entre humanos e máquinas, com máquinas realizando o trabalho pesado de processamento de dados e pessoas interpretando e reforçando as decisões”, comenta Scheibenreif. 

A pesquisa Board of Director 2020 do Gartner apontou que dois em cada três diretores enxergam as questões digitais e tecnológicas como o desafio de negócio mais importante. E mais da metade deles consideram que iniciativas digitais serão a prioridade número um nos próximos dois anos. Isso evidencia a importância de os líderes assumirem posturas mais proativas e ofensivas – e não só reativas – rumo ao TechQuilibrium. 

Os clientes num mundo tecnológico, por sua vez, querem cada vez mais resolver suas demandas pelo smartphone, o que por vezes gera uma situação conflitante: esperam ter todas as soluções disponíveis em um aplicativo móvel, mas que seja simples e fácil de usar. O desafio é promover cada vez mais experiências que gerem valor para que os consumidores se engajem com sua marca. “Para fazer isso, as organizações precisam de uma plataforma tecnológica que traga vida a essas experiências bem projetadas. O Gartner chama isso de plataforma de múltiplas experiências”, explica Helen Huntley, uma das vice-presidentes do Gartner.

Tudo isso está inserido num contexto de sociedade digital, repleta de interações entre pessoas, organizações e coisas. Inteligência artificial e Internet das Coisas, por exemplo, já não são mais ficção. Encontrar os dados não é mais um problema. A grande questão é como usá-los com excelência. “Três coisas são necessárias para equilibrar o valor e o uso responsável dos dados – a governança sólida da informação, a oferta de valor real baseado em informações para que as pessoas possam ver como o compartilhamento de dados pode beneficiá-las, e a oferta de mais transparência e controle para ganhar confiança”, comenta De’Onn Griffin, diretor sênior de pesquisa do Gartner.

Dito tudo isso, fica a pergunta: quão próximo você está de alcançar o TechQuilibrium? 

As máquinas caça-talentos

5 de julho de 2019 Posted by Pessoas, Sem categoria 0 thoughts on “As máquinas caça-talentos”

Inteligência artificial desponta como recurso estratégico das áreas de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas.

As ferramentas de Inteligência Artificial (IA) têm demonstrado capacidades de identificar padrões de comportamento e preferências, traçar perfis e estabelecer projeções das mais variadas. Essas possibilidades vêm sendo, dia após dia, mais frequentemente incorporadas aos ambientes organizacionais, como forma de otimizar processos e alavancar resultados.

Uma das inserções que vem ganhando destaque acontece no setor de recursos humanos ou gestão de pessoas. Segundo pesquisa da consultoria Gartner, 23% das empresas analisadas que têm projetos piloto ou já implementaram funcionalidades de IA, fazem uso da tecnologia no setor de RH e recrutamento. 

Quando se fala na aquisição de novos talentos para as organizações, comumente menciona-se a possibilidade de que processos baseados em IA possam contaminar a seleção com preconceitos e discriminação, como já mencionamos em outro artigo. Mas já há um esforço em minimizar essas interferências e não parece haver a intenção de que a seleção venha a ser um dia totalmente automatizada, sem a intervenção humana. 

Os recursos de IA são utilizados para análise de mercado, identificação de competências, detecção de habilidades correspondentes, entre outros aspectos, que fundamentam as etapas seguintes de seleção. O uso desse expediente é essencial, por exemplo, em empresas de grande porte, que recebem grande volumes de candidatos e contratam muitos colaboradores, bem como na busca de profissionais especialistas ou de perfis raros e específicos. 

A IA também ajuda a vasculhar a comunicação organizacional, por meio de processamento de linguagem e análise textual, para obter insights sobre o clima organizacional, eventuais insatisfações ou fatores desmotivantes. “Como exemplo, ao analisar os comentários compartilhados em uma pesquisa de engajamento de funcionários, uma organização conseguiu descobrir que uma queda no engajamento de um grupo de funcionários se devia a problemas com o uniforme de trabalho – algo que podia ser corrigido direta e facilmente. Isso ajudou a organização a evitar atritos desnecessários, caros e indesejados ”, comenta Helen Poitevin, vice presidente de pesquisa da Gartner. 

Outra possibilidade, essa ainda mais incipiente que as demais, é a utilização de assistentes virtuais de RH. Fazendo uso de chatbots e ferramentas semelhantes, as organizações podem fornecer respostas a consultas de colaboradores, gerar insights sobre métricas da área ou conduzir algumas etapas do fluxo de trabalho do setor. 

São sinais dos tempos: Se, com o avanço da tecnologia, seu chefe pode ser um algoritmo, saiba que o RH da sua empresa – ou melhor, parte dele – também pode. 

O blog de ideias da GoToData

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