Posts tagged "Inteligências Artificial"

Rápido e sem as mãos: o “cubo mágico” e a inteligência artificial

23 de julho de 2019 Posted by Tecnologia 0 thoughts on “Rápido e sem as mãos: o “cubo mágico” e a inteligência artificial”

Algoritmo com a missão de resolver o famoso puzzle mostra avanço na tecnologia deep learning.

Quase todas as pessoas já devem ter visto um Cubo de Rubik, sobretudo após os anos 1980, quando o brinquedo virou febre mundial. Por aqui, o brinquedo batizado com o nome de seu criador ficou mais conhecido “cubo mágico” e, desde então, tem quebrado cabeças, geração após geração. Afinal, é preciso muito raciocínio para encontrar a combinação das cores de cada uma de suas faces, e não apenas a mera habilidade com as mãos para girar as partes do cubo de forma aleatória. 

Há muitos anos há competições oficiais de cubo mágico e existe até mesmo uma “World Cube Association”. O recorde mundial do cubo de 3×3, o mais tradicional deles, é de incríveis 3,47 segundos, estabelecido em 2018 pelo chinês Yusheng Du. 

Algoritmos não têm mãos, mas são bons em raciocínio lógico e matemático, disso tudo já sabemos. Pesquisadores da Universidade da California, em Irvine, resolveram desenvolver, então, um sistema de deep learning que resolvesse o Cubo de Rubik no mínimo de movimentos possíveis e no menor tempo possível. Longe de estarem apenas criando um jogador virtual, os envolvidos no projeto desejam, com essa iniciativa, auxiliar o avanço desse ramo da ciência que busca criar máquinas capazes de raciocinar, planejar e tomar decisões. 

O algoritmo criado, chamado de DeepCubeA, é do gênero “deep reinforcement learning”, que funciona sem qualquer conhecimento de domínio específico inserido previamente por humanos. A tarefa é complexa, tendo em vista os bilhões de caminhos possíveis para resolver o jogo. O sistema conseguiu, após “treinar” sozinho e aprender por dois dias, desenvolver a habilidade de concluir todos os desafios em fração de segundos, e em 60% das vezes com o mínimo necessário de movimentos – em torno de 20, conforme já foi comprovado.

O principal responsável pelo projeto, o prof. Pierre Baldi, afirma que o objetivo de projetos como este é construir a próxima geração de sistemas de IA. “Esses sistemas não são realmente inteligentes; são frágeis e você pode facilmente quebrá-los ou enganá-los. Como criamos IA avançada, que é mais inteligente, mais robusta e capaz de raciocinar, entender e planejar? Este trabalho é um passo em direção a essa meta pesada”, comenta.

As máquinas caça-talentos

5 de julho de 2019 Posted by Pessoas, Sem categoria 0 thoughts on “As máquinas caça-talentos”

Inteligência artificial desponta como recurso estratégico das áreas de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas.

As ferramentas de Inteligência Artificial (IA) têm demonstrado capacidades de identificar padrões de comportamento e preferências, traçar perfis e estabelecer projeções das mais variadas. Essas possibilidades vêm sendo, dia após dia, mais frequentemente incorporadas aos ambientes organizacionais, como forma de otimizar processos e alavancar resultados.

Uma das inserções que vem ganhando destaque acontece no setor de recursos humanos ou gestão de pessoas. Segundo pesquisa da consultoria Gartner, 23% das empresas analisadas que têm projetos piloto ou já implementaram funcionalidades de IA, fazem uso da tecnologia no setor de RH e recrutamento. 

Quando se fala na aquisição de novos talentos para as organizações, comumente menciona-se a possibilidade de que processos baseados em IA possam contaminar a seleção com preconceitos e discriminação, como já mencionamos em outro artigo. Mas já há um esforço em minimizar essas interferências e não parece haver a intenção de que a seleção venha a ser um dia totalmente automatizada, sem a intervenção humana. 

Os recursos de IA são utilizados para análise de mercado, identificação de competências, detecção de habilidades correspondentes, entre outros aspectos, que fundamentam as etapas seguintes de seleção. O uso desse expediente é essencial, por exemplo, em empresas de grande porte, que recebem grande volumes de candidatos e contratam muitos colaboradores, bem como na busca de profissionais especialistas ou de perfis raros e específicos. 

A IA também ajuda a vasculhar a comunicação organizacional, por meio de processamento de linguagem e análise textual, para obter insights sobre o clima organizacional, eventuais insatisfações ou fatores desmotivantes. “Como exemplo, ao analisar os comentários compartilhados em uma pesquisa de engajamento de funcionários, uma organização conseguiu descobrir que uma queda no engajamento de um grupo de funcionários se devia a problemas com o uniforme de trabalho – algo que podia ser corrigido direta e facilmente. Isso ajudou a organização a evitar atritos desnecessários, caros e indesejados ”, comenta Helen Poitevin, vice presidente de pesquisa da Gartner. 

Outra possibilidade, essa ainda mais incipiente que as demais, é a utilização de assistentes virtuais de RH. Fazendo uso de chatbots e ferramentas semelhantes, as organizações podem fornecer respostas a consultas de colaboradores, gerar insights sobre métricas da área ou conduzir algumas etapas do fluxo de trabalho do setor. 

São sinais dos tempos: Se, com o avanço da tecnologia, seu chefe pode ser um algoritmo, saiba que o RH da sua empresa – ou melhor, parte dele – também pode. 

O blog de ideias da GoToData

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