Posts tagged "algoritmos"

CEO da GoToData alerta para risco de algoritmos preconceituosos

5 de setembro de 2019 Posted by Notícias GoToData 0 thoughts on “CEO da GoToData alerta para risco de algoritmos preconceituosos”

Paula Oliveira participou do concorrido evento “E os algoritmos, será que são machistas?”, em Porto Alegre, que tratou sobre como os dados podem refletir vieses preconceituosos.

Os algoritmos trabalham nos bastidores de várias ferramentas tecnológicas das quais fazemos uso e auxiliam no funcionamento da indústria, do comércio e de vários serviços que chegam até nós. Os benefícios de sua aplicação são inegáveis. Mas uma das questões contemporâneas relacionadas à Inteligência Artificial, que é uma das tecnologias mais disruptivas dos últimos tempos, é a possibilidade de que esses algoritmos reproduzam padrões de preconceito presentes na sociedade. Já até abordamos o assunto em um artigo  no “Why – o blog de ideias da GotoData”.

Foi com o objetivo de discutir essa questão que a uMov.me organizou no último dia 3 de setembro o evento “E os algoritmos, será que são machistas?”, que contou com a presença da CEO da GoToData, Paula Oliveira, entre debatedores. 

Em sua fala, Paula exemplificou a possibilidade de enviesamento de uma inferência a partir de dados ao relatar uma experiência como gestora de uma operadora de saúde, anos atrás. Ao analisar um grande volume de informações, detectou-se uma prevalência de casos de câncer em mulheres negras, o que poderia levar a crer em uma predisposição racial para a enfermidade. Ao investigar o contexto que deu origem aos dados, constatou-se que muitos médicos, grupo formado predominantemente por homens brancos, tinham resistência em tocar pacientes negras, prejudicando o diagnóstico do câncer em estágios iniciais. 

“A tecnologia só democratiza o acesso e multiplica o número de vezes que algumas práticas são executadas. Mas tratam-se de práticas nossas. O desafio para todos os envolvidos com esses dados é não deixar que esses vieses se reflitam nos algoritmos, reproduzindo preconceitos e distorções”, comentou Paula. 

O debate integrou a lista de atividades do “Dito Efeito”, projeto transformador que visa colocar Porto Alegre em posição de destaque no cenário de inovação, vinculado à iniciativa “Pacto Alegre”. A discussão fez parte da série “Protagonismo feminino”, foi conduzida por Patrícia Knebel e contou, além de Paula Oliveira, com a presença de Edson Prestes, Marcelo Prates e Viviane Moreira. 

Como é belo meu algoritmo!

12 de agosto de 2019 Posted by Pessoas, Tecnologia 0 thoughts on “Como é belo meu algoritmo!”

Experimento revela admiração por fórmulas e equações, similar à expressada por sonatas e pinturas.

A busca pela beleza une pintores, poetas, músicos e outros artistas. E também os matemáticos e estatísticos, confirma agora estudo conjunto das universidades de Bath e Yale. O experimento buscava testar se nós compartilhamos com algoritmos e equações a mesma sensibilidade estética das artes. “Nós” as pessoas comuns, pois já é notória a paixão dos matemáticos pelo seu objeto de estudo: confira aqui a famosa lista com as dez mais lindas equações de todos os tempos.

E, de fato, também valorizamos uma bela sequência de números. No experimento, pessoas foram divididas em grupos e orientadas a avaliar quatro sonatas de piano, pinturas de paisagens e algoritmos, atribuindo a cada um notas nos quesitos beleza, universalidade, sofisticação, profundidade, simplicidade, elegância e seriedade.

Os resultados foram cruzados, assim como a relação entre eles. As conclusões foram surpreendentes, com a revelação de um padrão unindo as avaliações das peças artísticas e matemáticas e, mais, capaz de predizer o gosto médio de cada grupo em relação a uma determinada fórmula. Os resultados apontaram uma mesma correlação entre as notas de elegância e beleza para cada avaliação. Pessoas que consideravam elegantes uma equação ou sonata, tendiam a também avaliá-las como belas.

Ou seja, nós compartilhamos uma “intuição” sobre o que é um algoritmo belo ou não.

“Demonstramos este fenômeno, mas não entendemos os limites dele. É importante refazê-lo, com outras obras de arte. Mas acredito que entender o que uma pessoa considera bonito em matemática nos permitiu entender nossa própria compreensão da matemática”, disse Samuel G.B. Johnson, um dos coautores do estudo e professor na Escola de Administração da Universidades de Bath. Sua carreira é dedicada ao entendimento de como as pessoas avaliam diferentes argumentos e conceitos.

Já o professor Stefan Steinberger, da Universidade de Yale, deu início à pesquisa ao perceber a elevada correlação entre seus estudantes de matemática e o gosto por música.

Para o estudo, foram usados os seguintes algoritmos, equações e fórmulas: o “truque de Gauss” (usado para somar potências), o princípio pingeonhole (também conhecido como teorema de Dirichlet), uma prova geométrica da fórmula de Faulhber e uma amostra gráfica da soma de uma série geométrica infinita.

Nas sonatas, a número 4, D 780, de Schubert, a fuga em Mi menor, de Bach, a variação Diabelli, de Beethoven, e o prelúdio em Ré maior, op. 87, de Shostakovich. As paisagens: Olhando o Vale de Yosemite e Tempestade nas montanhas rochosas, de Albert Bierstadt, o Vagão de Feno, de John Constable, e O Coração dos Andes , de Frederic Edwin Church (foto em destaque).

O blog de ideias da GoToData

Compartilhe

Facebook
Twitter
LinkedIn