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Empresas de saúde investem em Internet das Coisas e Impressão 3D

14 de novembro de 2019 Posted by Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Empresas de saúde investem em Internet das Coisas e Impressão 3D”

Pesquisa da Gartner aponta melhores do setor em 2019, com foco na logística.

Agilidade, estratégia e transformação digital. A busca por essas qualidades foi a chave para a excelência logística das empresas de saúde em 2019, apontou o novo relatório da empresa de análise de tendências Gartner. Ela divulgou o ranking com as melhores cadeias logísticas das empresas do setor, com a Johnson & Johnson alcançando o primeiro lugar, seguida por nomes tradicionais do mercado global, como a Mercy, Novo Nordisck e Medtronic.

“Novas tecnologias, custos elevados e crescente influência dos pacientes forçaram a indústria de saúde a se adaptar de forma acelerada”, analisou o pesquisador Stephen Meyer, responsável pelo ranking. Ele destacou três atributos das melhores empresas da área: Agilidade, estratégia e transformação digital.

A tradição não ajudou o setor a enfrentar os novos tempos com agilidade, mas o crescimento da demanda por uma atenção à saúde cada vez mais individualizada forçou muitas companhias a reverem seus processos. Estoques grandes e pouco diversificados foram substituídos por plataformas flexíveis.

Um exemplo é o J&J 3D Printing Centre of Excellence (CoE), montado pela Johnson & Johnson, capaz de criar instrumentos cirúrgicos, próteses e ferramentas médicas customizadas, entre outros. O centro de impressão é formado por uma rede de laboratórios em universidades e institutos de pesquisa na Europa e América do Norte. “A impressão 3D é capaz de mudar o jogo quando se trata de atendimento a pacientes, clientes e fornecedores”, destaca Sam Onukuri, chefe do laboratório. É possível desenvolver produtos e instrumentos que seriam inviáveis em escala industrial.

Um dos focos das empresas é o crescimento do mercado ligado à Internet das Coisas (IoT, da sigla em inglês Internet of Things). São dezenas de aplicações, como:

  • Monitoramento remoto de pacientes: Reduz custos e deslocamentos, evitando a hospitalização. Amplia o atendimento a áreas remotas ou de difícil acesso.
  • Monitoramento de diabéticos: Aplicativos IoT “vestíveis” podem monitorar em tempo real os índices de glicose no sangue e, também, ajustar doses de insulina.
  • Inaladores com sensores: Para asmáticos, os inaladores ligados em rede são capazes de prever um ataque de asma com até 8 horas de antecedência.
  • Relógios antidepressão: Relógios que detectam níveis de indicadores de depressão, oferecendo informações complementares para o tratamento.
  • Sensores ingeríveis: quer saber se o paciente tomou o medicamento no horário certo? Os sensores com magnésio e cobre disparam um sinal se a medicação não for tomada no momento correto.

O foco em soluções digitais é especialmente importante, embora a Gartner tenha apontado para importância de não se esperar resultados imediatos, uma vez que a experimentação é a chave para o desenvolvimento de novos fluxos de atendimento aos clientes.

 

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