O futuro não perdoa

22 de fevereiro de 2019 Posted by Data Science, Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “O futuro não perdoa”

Big Data e Inteligência Artificial tiram o sono dos executivos das grandes empresas.

Qual inovação põe as empresas em maior risco de serem expulsas do mercado? A história está repleta de casos de organizações líderes em seu setor que foram dizimadas por avanços tecnológicos. A pesquisa Big Data Survey, com 60 empresas de grande porte, divulgada recentemente, revelou que 79,4% dos executivos, ou quase quatro em cada cinco, temem perder mercado para concorrentes de raiz tecnológica. No ano anterior, nem 50% dos entrevistados percebiam o perigo. O resultado é claro: o medo está aumentando.

E há razões. As mudanças causadas por avanços tecnológicos podem ser rápidas e poderosas. Listamos três casos recentes de companhias que tinham recursos financeiros e humanos disponíveis para enfrentar as mudanças, mas, por teimosia, arrogância ou falta de visão, perderam valor e não passam hoje de memórias de um passado não tão distante.

· Kodak: um dos exemplos mais didáticos das possibilidades abertas por novas tecnologias. A gigante do ramo de fotografia, quase sinônimo de câmeras e filmes, foi à lona com a disseminação das câmeras digitais (ironicamente desenvolvidas por seu próprio departamento de pesquisas).

· Blockbuster: Sucesso no mundo e no Brasil, símbolo de aluguel de fitas de vídeo, foi eleita a 13ª marca mais conhecida dos Estados Unidos, em 1999. Insistiu no investimento em lojas físicas em um mundo que recebeu com alegria os canais de TV a cabo. Nem precisou dos serviços de streaming. Quando a Netflix chegou, a Blockbuster já não era mais que uma sombra do seu passado.

· Olivetti: no Brasil, a empresa vendeu mais de 10 milhões de unidades e era top of mind em máquinas de escrever. Apostou pesado nas datilográficas elétricas, mesmo com o mundo já de olho na dupla computador e impressora.

 

O olhar em retrospecto é sempre cruel, uma vez que as empresas falharam e foram severamente punidas. A lição é olhar o presente e refletir sobre o que está ao redor e é capaz de causar o tipo de mudança tectônica como as enfrentadas pelas organizações abatidas. Neste momento, os olhos se voltam para a dobradinha entre Inteligência Artificial e Big Data.

Embora o potencial de uma e de outra seja conhecido, é a percepção da capacidade do Big Data prover dados relevantes para alimentar os processos de Inteligência Artificial a matéria dos pesadelos (ou sonhos) da alta direção das grandes empresas.

Em mercados distintos, como alimentos, saúde, transportes, essas empresas percebem o crescente poder de companhias data-driven, tanto sejam os gigantes da área, como Amazon, Google, Apple e Facebook, como startups ágeis e agressivas.

 

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