O algoritmo que adora Adam Sandler

18 de outubro de 2019 Posted by Pessoas, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “O algoritmo que adora Adam Sandler”

Sistema de Inteligência Artificial é usado na seleção de filmes da Sessão da Tarde.

 

A Rede Globo confirmou que um algoritmo é o culpado pelos filmes repetidos na Sessão da Tarde. O programa televisivo vai ao ar desde 1974 e permanece uma das principais atrações da emissora. É uma referência para a geração pré-streaming. Dos festivais com os Trapalhões aos clássicos Lagoa Azul e Curtindo a Vida Adoidado, não há quem não tenha sido feliz, deitado em um sofá, numa tarde chuvosa dos anos 80 (ou 90 ou 2000).

E, tão tradicional quanto o chocolate quente para acompanhar, é a lendária repetição dos títulos. A novidade é que agora a programação é feita por algoritmos e, sim, é verdade, eles são programados para repetir filmes. Os resultados são elogiados pelo diretor de programação da Globo, Amauri Soares:

“Nós criamos um algoritmo para ajudar na programação de filmes da Sessão Tarde. Nós tagueamos todos os filmes no acervo, com as características de cada um. O algoritmo entrega para o programador uma lista de filmes com os atributos que a gente quer. O algoritmo oferece o dobro de opções que o programador sozinho conseguiria levantar.”

E do que gosta o algoritmo? Gosta de histórias de superação e comédias (besteirol ou romântica), como demonstra a lista recente com os 10 campeões de audiência. E adora o Adam Sandler. Somente em 2019 o ator já teve cinco filmes exibidos, dois deles repetidos. É o campeão na escalação, seguido de longe por Sandra Bullock, Queen Latifah e Matthew McConaughey.

A Globo não é a primeira a testar um sistema como este. Algoritmos de recomendação de filmes (e músicas, shows, livros etc) são a base de plataformas como a Netflix, Amazon, Youtube e outras. Nestes modelos, o volume de dados para análise é extraordinário e crescente. Os resultados, no entanto, nem sempre superam a boa e bem-sucedida estratégia de apostar sempre no Adam Sandler.

A Netflix testa, há alguns meses, um novo sistema de recomendação, em uma tentativa de superar as críticas ao seu (irritante) algoritmo atual. O novo modelo, adivinhem, retorna à boa e velha curadoria humana. Em alguns aparelhos com iOS, as novas “coleções” passam por uma seleção prévia feita por pessoas, para então serem agrupadas pelos algoritmos. Um novo round nesta batalha de ferramentas de inteligência artificial pela identificação dos nossos gostos.

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