Lei de Proteção de Dados na prática das empresas

16 de outubro de 2018 Posted by Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Lei de Proteção de Dados na prática das empresas”

É custo ou investimento? Como lidar com a nova legislação.

A oferta massiva de dados é a mais importante mudança no ambiente de negócios, na última década. Tratam-se de um insumo que baliza uma nova etapa de desenvolvimento econômico, social e político.

É nesse contexto que a Lei de Proteção de Dados Pessoais foi sancionada pelo presidente Temer. Imprescindível para o Brasil, a tão aguardada norma abrange organizações privadas e públicas, ambientes virtual e físico e dados de qualquer natureza, desde que coletados, armazenados ou processados em território nacional.

Sua chegada tardia exigirá celeridade do executivo, articulação com instituições com conhecimento técnico sobre o assunto e apoio efetivo à adequação de empresas brasileiras que competirão com gigantes transnacionais já em conformidade com normas análogas, em outros países onde operam.

A Lei atende as demandas da sociedade por mais transparência e atualiza o Brasil com iniciativas similares em curso no mundo. As empresas, entretanto, já estão fazendo as contas. A legislação impõe três ajustes, a exigir diferentes tipos de análise de custo:

  • Processos: Adequações nos processos de coleta, processamento, armazenamento, proteção e disponibilização dos dados. É um desafio para organizações de grande porte, que coletam seus dados de múltiplos mananciais e se relacionam com milhões de consumidores. E também para pequenas, em que o processo frequentemente nem mesmo está consolidado.
  • Tecnologia: Investimentos em soluções de segurança que podem, ou não, exigir a aquisição (ou outras modalidades) de equipamentos. Impedir o vazamento de dados e ser capaz de justificar seu uso vão exigir mudanças reais nos sistemas.
  • Pessoas: Necessidade de capacitação e requalificação em diversas áreas, das Relações com Clientes à Tecnologia da Informação. A Lei também determina a escolha de um profissional específico para dialogar tanto com os titulares dos dados como com a autoridade nacional.

Não há, portanto, como se adaptar à nova legislação sem custo. Cabe a análise sobre como transformar este custo em investimento para obter, no menor período de tempo, vantagens competitivas. Esse é o desafio.

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