Posts in Pessoas

Perdi a vaga para um robô, que alívio!

13 de setembro de 2019 Posted by Pessoas, Tecnologia 0 thoughts on “Perdi a vaga para um robô, que alívio!”

Estudo confronta pessoas com a hipótese de serem substituídas por robôs ou por outros humanos. Quem será que elas preferem?

A relação entre humanos e robôs já não é mais fictícia há um tempo e, com isso, os dilemas que envolvem pessoas e máquinas não são mais apenas hipotéticos. Por exemplo, já tratamos aqui de uma pesquisa que confrontava os entrevistados com um dilema moral envolvendo a decisão de sacrificar um indivíduo para garantir a vida de um grupo, no qual muitos optaram por salvar um robô cheio de predicados positivos em detrimento de humanos anônimos. 

Quando a atuação das máquinas inteligentes impacta o mundo profissional, surgem outras tantas questões. Estimativas dizem que, até 2030, de 400 a 800 milhões de empregos devem ser substituídos pela automação. A partir desse cenário, especialistas se apressam em listar formas de se adaptar à transformação iminente do mercado sem ficar desempregado. 

Um novo estudo, publicado recentemente no Nature, trouxe mais informações sobre esse assunto e destacou como trata-se de uma situação cheia de dilemas e até mesmo contradições. 

Pesquisadores da Technical University of Munich confrontaram os entrevistados com perguntas sobre a substituição de postos de trabalho por outras pessoas ou por robôs, e os resultados foram interessantes. Deles, 62% afirmaram que preferiam que trabalhadores humanos fossem trocados por outros humanos, e não por máquinas, o que mostra um senso de proteção da própria espécie entre os humanos. 

Entretanto, quando a pergunta dizia respeito a eles próprios, os resultados foram diferentes. Só 37% manifestaram a preferência de serem substituídos por outras pessoas. Uma evidência, segundo os estudiosos, que os humanos se sentem menos ameaçados pelos robôs. Não que eles não reconheçam a superioridade das máquinas em muitas habilidades, muito pelo contrário, justamente por isso. 

A pesquisa revela que há um efeito psicológico apaziguador em acreditar que não há como competir com os robôs e algoritmos, programados exatamente para serem mais eficientes que nós, meros e imperfeitos mortais. É menos traumático pensar na perda do emprego para uma máquina que para um profissional mais competente.

Brasil tem quase 50 milhões de desconectados

6 de setembro de 2019 Posted by Pessoas, Tecnologia 0 thoughts on “Brasil tem quase 50 milhões de desconectados”

A quantidade de pessoas sem internet no Brasil supera a população de São Paulo.

Em um cotidiano onde o uso da internet é tão recorrente, é necessário fazer um certo esforço para enxergar que há uma parcela consideravelmente alta da população que não tem acesso a essa tecnologia. Enquanto 89% dos usuários de internet acessam a rede todos os dias (ou quase todos), existem aproximadamente 48 milhões de brasileiros que nunca se conectou, cerca de 23% da população total do Brasil.

Essas informações, assim como muitas outras, foram registradas no levantamento TIC Domicílios 2018. A pesquisa, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC), buscou estudar o cenário do acesso e uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no Brasil, e apresentou dados socioeconômicos relevantes sobre o acesso a aparelhos e serviços.

O índice ainda é bastante expressivo, mas a população sem acesso à internet tem diminuído bastante. Em 2014, 39% da população brasileira estava offline. A inclusão digital em muito se deve ao acesso cada vez mais amplo aos smartphones e dos planos acessíveis de internet móvel, já que apenas 67% dos lares brasileiros possuem acesso à rede.

Os dados apresentados pela pesquisa denotam traços da realidade socioeconômica e cultural do país. Por trás do alto índice de pessoas sem acesso à internet existem outras questões como a faixa etária elevada de parte desse grupo e a dificuldade de lidar com a tecnologia, o baixo grau de instrução, o contingente que reside fora dos grandes centros urbanos, a baixa renda familiar e o pertencimento às classes sociais mais pobres. Esse contexto dificulta a utilização da rede por muitos brasileiros, o que acaba gerando ou agravando outros problemas, tais como as dificuldades na obtenção de emprego e a restrição de acesso a serviços públicos, conteúdo educacional, cultura e comunicação.

Enquanto o mercado tecnológico cresce em grandes proporções e se discute cada vez mais sobre esses avanços, o Brasil ainda tem um longo desafio de tentar integrar essa grande parcela da população. Se a tendência é caminharmos para um mundo cada vez mais digital e online, é necessário pensar políticas e estratégias para a integração dessas pessoas, na comunicação, no acesso a serviços, no mercado de trabalho e no consumo como um todo.

É verdade: Millennials lidam melhor que você com a tecnologia

3 de setembro de 2019 Posted by Pessoas, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “É verdade: Millennials lidam melhor que você com a tecnologia”

O uso do celular no trabalho pode não ser um problema para a nova geração.

A convivência nos leva a acreditar na incrível habilidade das gerações mais jovens em lidar com as novas tecnologias e na sua capacidade de absorver o frenético fluxo de informação e estímulos. Uma pesquisa do Colégio Charles E. Smith de Ciência, da Florida Atlantic University, explorou esta premissa com rigor científico, e os resultados não surpreenderam.

O estudo, cujos resultados foram publicados na revista Applied Neuropsychology: Adult, observou estudantes universitários da segunda geração dos Millennials, aqueles que nasceram após os anos 2000, em um mundo já conectado pela internet. Ao todo, 177 participantes compuseram os três grupos, em um ambiente simulado de trabalho. Um deles era submetido a interrupções de TI, usando seus smartphones e redes sociais normalmente, outro ficou privado desse uso e um terceiro serviu como grupo de controle. 

A observação conseguia avaliar e comparar a precisão e o tempo de resposta dos envolvidos ao executar e concluir tarefas, avaliando seus níveis de ansiedade. Um dos resultados mostrou que o grupo que utilizou da tecnologia não teve seu desempenho reduzido em comparação com o que não sofreu interrupções tecnológicas no trabalho. Ao contrário: curiosamente, o segundo grupo teve eficácia ligeiramente menor que o primeiro.

Nos três grupos os relatos de ansiedade foram em níveis baixos. Três em cada quatro estudantes se disseram “nem um pouco ansiosos” ou “um pouco ansiosos”. Não houve diferenças significativas entre os grupos. A pesquisadora sênior do projeto, Mónica Rosselli, comentou os resultados:

“Ficamos realmente surpresos ao encontrar desempenho prejudicado no grupo que não recebeu nenhuma interrupção na tecnologia da informação. Parece que a ‘Geração Net’ se esforça para mudar sua atenção e pode fazê-lo de forma mais eficiente porque a tecnologia da informação é tecida ao longo de suas vidas diárias” 

Pesquisas anteriores, envolvendo pessoas de várias idades, já haviam apontado que são necessários cerca de 25 minutos após uma interrupção de TI para retomar uma atividade e que, dentre esses casos, 41% das interrupções resultam na paralisação total da tarefa. Ao que parece e, pelo que mostrou a pesquisa, os “New Millennials” não sofrem desse mal.

Empregos do futuro: piloto de drone, terapeuta do Facebook e professor de robô

23 de agosto de 2019 Posted by Data Science, Pessoas, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Empregos do futuro: piloto de drone, terapeuta do Facebook e professor de robô”

Conheça profissões que podem surgir e se popularizar nos próximos dez anos.

 

Quem viveu as últimas décadas assistiu à extinção de várias profissões e ao surgimento de tantas outras. E, acompanhando a curva cada vez mais acentuada do avanço tecnológico, inúmeros empregos atuais deixarão de existir. Nós mesmos já falamos disso por aqui

O Center for the Future of Work, criado pela empresa de serviços tecnológicos Cognizant, elencou dezenas de atividades que possivelmente surgirão, analisando variados aspectos que caracterizam o mundo atual, dentre os quais, é claro, os tecnológicos: automação, biotecnologia, física quântica, inteligência artificial, cibersegurança, realidade virtual e outros. 

Algumas dessas formas de trabalho soam bastante curiosas, embora não sejam improváveis e ainda pareçam um pouco distantes no horizonte. Entre eles estão desenvolvedores de órgãos humanos, professores de inglês como segunda língua para robôs, agricultores verticais urbanos, drone jockeys, manobristas de frotas autônomas e até mesmo terapeutas de dependência do Facebook. 

As profissões que, na avaliação dos estudiosos do Centro, estão prestes a se tornar relevantes e têm potencial de empregar centenas de milhares de pessoas, são o foco principal do relatório “21 jobs of the future: a guide to getting – and staying – employed over the next 10 years”. Veja alguns exemplos:

  • Data detective – devem vasculhar grandes volumes de dados para resolver questões complexas, verdadeiros enigmas surgidos na reunião das informações coletadas por dispositivos IoT, sensores, monitores biométricos, entre outros. 
  • AI-Assisted Healthcare Technician – técnicos que saibam lidar com o auxílio da Inteligência artificial serão cada vez mais necessários, dada a progressiva inserção dessa tecnologia no ramo da saúde. 
  • Cyber City Analyst – esse analista garantirá o funcionamento eficiente dos sistemas integrados nas chamadas “cidades inteligentes”. Cuidarão para que os fluxos de dados automatizados sigam bem, corrigindo erros, evitando e resolvendo ataques hacker.
  • Man-Machine Teaming Manager – será o responsável por gerir as relações entre humanos e máquinas, de modo a articular as principais qualidades e mitigar as limitações deles no trabalho, e desenvolverá os sistemas que permitam que essas equipes híbridas se comuniquem bem.
  • Personal Data Broker – como as tendências atuais determinam que os dados são propriedade dos indivíduos, e não das corporações, surgirá a figura do corretor de dados. Ele fará o monitoramento e a comercialização dos dados gerados por seu cliente. 
  • Personal Memory Curator – fará uso de ambientes virtuais e realidade aumentada para que idosos possam “habitar”, resgatando experiências e contextos passados que ofereçam conforto psicológico, sobretudo em casos de perda de memória (algo semelhante com o que é mostrado no episódio “San Junipero”, da série Black Mirror).
  • Augmented Reality Journey Builder – assim como há os escritores, os cineastas e os compositores, surgirão os construtores de narrativas em realidade aumentada, capazes de criar, projetar, construir, gamificar e personalizar a próxima geração de narrativas.

Resta agora saber quais dessas previsões se concretizará, de fato, nos próximos anos. Para qual delas você se candidataria? 

Sociólogos de robôs

14 de agosto de 2019 Posted by Pessoas, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Sociólogos de robôs”

Sistemas de Inteligência Artificial precisam de mais profissionais de humanas em seu desenvolvimento.

Ferramentas de inteligência artificial vão aos poucos conquistando seu espaço no cotidiano das pessoas. Estão disfarçadas em serviços cada vez mais populares, como os oferecidos por aplicativos de transporte, paquera, trânsito e publicidade. Ou bem visíveis, como as assistentes incorporadas em produtos, serviços ou plataformas. Embora nem todas mereçam o rótulo de inteligentes – vide os limitados robôs do tipo “posso ajudar”, em sites diversos -, várias alcançaram níveis bem sofisticados de operação, como as já famosas Siri, Cortana e Alexa.

Sistemas de inteligência artificial são sustentados por algoritmos e dados. E, como já mostramos aqui e ali, ambos trazem o risco de distorção.  As máquinas com capacidade de aprender o fazem a partir de informações recolhidas previamente, das quais sairão os parâmetros para predições, ações e reações. Mas, por mais “independentes”, esses dispositivos são programados e alimentados por humanos e seus dados. Eles carregam vieses pessoais, visões de mundo e distorções. Como resultado, o risco de sistemas preconceituosos ou discriminatórios. Um exemplo, ligado às já citadas assistentes virtuais Siri e Alexa, mostra a reprodução de um padrão sexista.

“Há evidências crescentes de que a Inteligência Artificial pode exacerbar a desigualdade, perpetuar a discriminação e causar danos”

O alerta é de Mona Sloane, pesquisadora do Instituto para o Conhecimento Público, da Universidade de Nova York. Em conjunto com Emanuel Mosso, da City University, eles acabaram de publicar artigo defendendo a inclusão de profissionais das áreas sociais no desenvolvimento de projetos de IA, como forma de reduzir o potencial de dano e ampliar seus benefícios à sociedade. Em resumo, mais “gente de humanas”, com destaque específico para os sociólogos. Eles listam três habilidades específicas das áreas de ciências sociais:

·  As ciências sociais têm uma extensa pesquisa e conhecimento sobre o entendimento das categorias identificadas socialmente, assim como sua organização e estratificação na sociedade. A construção história e o usos de termos como “raça”, e suas implicações, fazem parte do dia-a-dia do sociólogo, mas não dos engenheiros.

·  A análise quantitativa de dados, base de sistemas de machine learning, por exemplo, seriam beneficiadas com os protocolos já em uso na pesquisa social. Seu objetivo é exatamente identificar padrões e intenções que levaram à coleta dos dados, evitando armadilhas.

·  A sociologia exige reflexão para os métodos de análise qualitativa de dados, com um foco bem claro na percepção da influencia do observador sobre o ambiente pesquisado. Algoritmos buscam exatamente a capacidade de transcender a analise quantitativa e chegar à algum ponto próximo à subjetividade. Um espaço em que os pesquisadores da área de sociologia conhecem bem.

O artigo reconhece o esforço dos engenheiros em incorporar nos algoritmos valores alinhados com os da humanidade, mas que é excepcionalmente difícil definir e codificar valores tão fluidos e contextualizados como os ligados às pessoas.

Como é belo meu algoritmo!

12 de agosto de 2019 Posted by Pessoas, Tecnologia 0 thoughts on “Como é belo meu algoritmo!”

Experimento revela admiração por fórmulas e equações, similar à expressada por sonatas e pinturas.

A busca pela beleza une pintores, poetas, músicos e outros artistas. E também os matemáticos e estatísticos, confirma agora estudo conjunto das universidades de Bath e Yale. O experimento buscava testar se nós compartilhamos com algoritmos e equações a mesma sensibilidade estética das artes. “Nós” as pessoas comuns, pois já é notória a paixão dos matemáticos pelo seu objeto de estudo: confira aqui a famosa lista com as dez mais lindas equações de todos os tempos.

E, de fato, também valorizamos uma bela sequência de números. No experimento, pessoas foram divididas em grupos e orientadas a avaliar quatro sonatas de piano, pinturas de paisagens e algoritmos, atribuindo a cada um notas nos quesitos beleza, universalidade, sofisticação, profundidade, simplicidade, elegância e seriedade.

Os resultados foram cruzados, assim como a relação entre eles. As conclusões foram surpreendentes, com a revelação de um padrão unindo as avaliações das peças artísticas e matemáticas e, mais, capaz de predizer o gosto médio de cada grupo em relação a uma determinada fórmula. Os resultados apontaram uma mesma correlação entre as notas de elegância e beleza para cada avaliação. Pessoas que consideravam elegantes uma equação ou sonata, tendiam a também avaliá-las como belas.

Ou seja, nós compartilhamos uma “intuição” sobre o que é um algoritmo belo ou não.

“Demonstramos este fenômeno, mas não entendemos os limites dele. É importante refazê-lo, com outras obras de arte. Mas acredito que entender o que uma pessoa considera bonito em matemática nos permitiu entender nossa própria compreensão da matemática”, disse Samuel G.B. Johnson, um dos coautores do estudo e professor na Escola de Administração da Universidades de Bath. Sua carreira é dedicada ao entendimento de como as pessoas avaliam diferentes argumentos e conceitos.

Já o professor Stefan Steinberger, da Universidade de Yale, deu início à pesquisa ao perceber a elevada correlação entre seus estudantes de matemática e o gosto por música.

Para o estudo, foram usados os seguintes algoritmos, equações e fórmulas: o “truque de Gauss” (usado para somar potências), o princípio pingeonhole (também conhecido como teorema de Dirichlet), uma prova geométrica da fórmula de Faulhber e uma amostra gráfica da soma de uma série geométrica infinita.

Nas sonatas, a número 4, D 780, de Schubert, a fuga em Mi menor, de Bach, a variação Diabelli, de Beethoven, e o prelúdio em Ré maior, op. 87, de Shostakovich. As paisagens: Olhando o Vale de Yosemite e Tempestade nas montanhas rochosas, de Albert Bierstadt, o Vagão de Feno, de John Constable, e O Coração dos Andes , de Frederic Edwin Church (foto em destaque).

Não perca seu emprego para um robô

9 de agosto de 2019 Posted by Negócios, Pessoas, Tecnologia 0 thoughts on “Não perca seu emprego para um robô”

A automação vai substituir até 800 milhões de empregos, fique atento para que um não seja o seu.

Os avanços da robótica e da inteligência artificial trouxeram mudanças radicais para o mercado global. Nas universidades, pesquisadores consideram que a quarta revolução industrial já começou, e o cenário para os humanos não é otimista: estudos apontam que, até 2030, de 400 a 800 milhões de empregos terão sido substituídos por robôs em todo o mundo. No Brasil, de acordo com pesquisa feita pela UNB, 54% dos empregos formais estão ameaçados.

Apesar das previsões pouco otimistas para o trabalhador, não é qualquer emprego que pode ser substituído, e mesmo dentre os que podem, nem todos são viáveis. Uma série de fatores determina o potencial para que um trabalho humano seja automatizado, sendo os primeiros a dificuldade e o custo de se trocar uma pessoa por uma máquina. Alguns processos demandam pesquisas longas e investimentos caros. No entanto, se a área possuir pouca mão de obra qualificada e seus trabalhadores forem de alto custo, ela pode tender a optar pela automação. Além disso, é preciso analisar os benefícios secundários da automação, como a maior segurança no trabalho ou menor impacto ambiental, de acordo com a organização, e claro, as regulamentações necessárias e a aceitação social, que podem variar de acordo com a área de atuação da empresa.

Diante desse cenário, a empresa de consultoria norte-americana McKinsey & Company listou alguns pontos para que os trabalhadores possam se prevenir diante dessa ameaça:

  • Adquira o máximo de experiência que puder, afinal, quanto mais conhecimento você tem menos chances terá de ser substituído ou automatizado.
  • Familiarize-se com o quão substituível é o seu trabalho e como isso pode mudar no futuro. Se você sabe que está em um setor de alto risco, pode tomar medidas agora para garantir sua permanência.
  • Não tenha medo de expandir e desenvolver suas habilidades. Dessa forma, se um dos seus possíveis planos de carreira for interrompido, você terá outras opções para seguir.
  • Preste atenção às inovações de automação em seu setor para que você não seja pego de surpresa.
  • Conseguir posições de gerência e diretoria te colocam em um nível de baixo risco de automação. Tente conseguir uma posição nessas áreas.

Além dos trabalhadores, cabe ao governo participar ativamente de ações de proteção ao labor humano, regulamentando o processo de automação, oferecendo programas de capacitação e estimulando novas ofertas de emprego. A economia de um país depende de uma população empregada, que possa contribuir tanto com sua força de trabalho quanto com seu poder de consumo, e ainda que possa parecer vantajoso para um gestor a substituição total de humanos por máquinas, questões sociais, econômicas e de ética devem ser levadas em conta.

Humanos versus robôs: superando o medo de sermos superados

25 de julho de 2019 Posted by Pessoas, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Humanos versus robôs: superando o medo de sermos superados”

Computadores e máquinas são cada vez mais sofisticados e eficientes. Mas os humanos têm seus diferenciais. 

Há tempos os robôs deixaram de ser frutos da inventividade de autores, roteiristas e diretores, para se tornarem peças reais do cotidiano. Sejam eles equipamentos com a capacidade de se locomover, desempenhar tarefas mecânicas, identificar coisas e até mesmo falar, ou supercomputadores dotados de algoritmos complexos, os robôs estão por aí. E são melhores que nós em muitas habilidades. 

O receio de um dia sermos superados e dominados pelas máquinas é reforçado a cada avanço da tecnologia. Em uma visão menos apocalíptica, mas bastante pé no chão, parece dado que muitas atividades ainda desempenhadas por humanos serão assumidas, cedo ou mais cedo ainda, pela automação. 

O principal conselho de especialistas aos que mais se preocupam é desenvolver habilidades que dificilmente computadores ou robôs poderão superar. “Quanto mais habilidades, conhecimento e experiência você tiver, menos chances terá de ser substituído ou automatizado, então adquira o que puder, o mais rápido que puder”, enuncia Larry Alton, em artigo na Forbes, entre as formas de nos prepararmos para a iminente “revolução robótica”. 

Outros itens a nos distinguir e que são predicados valiosos são, por exemplo, a adaptabilidade e a sociabilidade. Vale investir no desenvolvimento desses traços, como discorre Adam Waytz em seu livro “The power of human”.  

A adaptabilidade consiste na capacidade de reagirmos aos imprevistos, de sermos flexíveis. Os computadores e robôs são muito bons em repetir atividades milhões de vezes (e sem se cansar), mas ainda é vantagem nossa conseguirmos nos adaptar diante dos mais específicos cenários.

A sociabilidade, por sua vez, se relaciona à inteligência socioemocional. Mais do que quaisquer animais, e que dirá do que as máquinas, os humanos têm habilidades de compreensão de emoções, empatia, entrosamento e colaboração, enfim. 

Waytz apresenta ainda um contraponto, tratando de como os esforços tanto para se adaptar a um mundo mutável e exigente, quanto para lidar com a sociabilidade como imperativo do mundo profissional, podem ser exaustivos e desgastantes. Aí entra outro diferencial humano, um luxo ao qual as máquinas não se dão: o lazer. Ao perguntar, em uma de suas pesquisas, o que um humano pode fazer e um robô não pode, o pesquisador obteve entre várias respostas a sua preferida: “a mente de um robô não pode vagar”. 

Aí reside um alívio para as pressões – que resultam, o mais das vezes, na piora do desempenho – e um trampolim para a produtividade. Muitas organizações incentivam o lazer para evitar casos cada vez mais comuns da síndrome de burnout e outros males advindos da cultura do trabalho incessante. Além do mais, diversas pesquisas apontam que a distração mental está diretamente associada a benefícios cognitivos, como o incremento da criatividade. 

O próprio Waytz, em estudo recente em parceria com a psicóloga Meghan Meyer, mostrou que pessoas bem-sucedidas em atividades criativas têm maior capacidade de pensar além do aqui e agora. Portanto, indivíduos versáteis, com maior diferencial competitivo. 

A capacidade de comunicação sofisticada também é um campo no qual levamos vantagem. Embora haja tentativas de criação de “robôs autores” e o uso de algoritmos para a disseminação de notícias e conteúdos seja algo comum – assunto que já tratamos aqui – ainda somos muito melhores em nos comunicar de forma convincente. 

E, fazendo o uso dessa habilidade, esperamos tê-lo deixado, caro leitor, mais tranquilo em relação à supremacia dos robôs. Ainda somos imbatíveis em muitas coisas, sobretudo naquilo que nos distingue de todas as outras criaturas e inventos. 

Algoritmos contra o preconceito

12 de julho de 2019 Posted by Pessoas, Tendências 1 thought on “Algoritmos contra o preconceito”

Universidade desenvolve ferramenta para reduzir risco de resultados discriminatórios em sistemas de Inteligência Artificial.

Um dos maiores temores em relação à disseminação da Inteligência Artificial é a limitação de acesso ao processo de aprendizagem – cada vez mais complexo, como nos cérebros humanos – e consequente incerteza em relação aos resultados. Com algoritmos exponencialmente sofisticados, como os usados nas máquinas de deep learning e suas redes neurais, é muitas vezes impossível acompanhar o “raciocínio” seguido até determinada solução. Um desafio ainda maior devido à acelerada adoção de sistemas de machine learning nas áreas de segurança, educação, finanças e negócios, entre outras. Enquanto a maioria dos softwares são codificados com lógica programável, ou seja, respondem conforme os parâmetros determinados por seus programadores, não é possível saber exatamente qual é o processo pelo qual alguns algoritmos de IA passam até que cheguem às suas conclusões. São os sistemas black box, que já falamos aqui.

As máquinas com capacidade de aprender o fazem a partir de informações recolhidas previamente, das quais sairão os parâmetros para predições, ações e reações. Mas, por mais “independentes”, esses dispositivos são programados e alimentados por humanos e seus dados. Eles carregam vieses pessoais, visões de mundo e distorções. Como resultado, o risco de sistemas preconceituosos ou discriminatórios.

Um famoso estudo de pesquisadores das universidades de Virginia e Washington mostrou como sistemas de identificação de imagens rotularam como sendo de mulheres imagens de homens na cozinha. Afetadas pela tendência registrada em seus bancos de dados, as máquinas reproduziram um estereótipo comum entre os humanos. Situações semelhantes já foram encontradas em programas para identificar suspeitos, por meio de reconhecimento facial, e outros.

Pesquisadores da Penn State e Columbia University acabam de apresentar uma ferramenta com o objetivo de identificar discriminação indesejável nos sistemas de inteligência artificial.

“Sistemas como este são treinados por uma imensa quantidade de dados, mas se os dados são enviesados, eles afetarão o resultado”

Vasant Honavar, professor da Penn State, cita como exemplo um algoritmo destinado a identificar os melhores candidatos para uma vaga de emprego, baseado em determinadas habilidades. Mas como os dados trazem uma série histórica em que mais homens foram empregados, no passado, o sistema tem a tendência de também privilegiar os homens em detrimento das mulheres. “Não há nada de errado com os algoritmos, eles fazem o que devem fazer, mas os dados usados aumentam o potencial para recomendações injustas. Se nenhuma mulher foi contratada no passado para determinada posição, é provável que o sistema não recomende mulheres para uma nova vaga no futuro”, completa o professor.

A menos que modificações sejam introduzidas nos algoritmos, como as desenvolvidas pela universidade. Os cientistas testaram o novo método usando diversos tipos de dados disponíveis, como a renda e demografia do censo norte-americano. A ferramenta de inteligência artificial foi capaz de detectar o risco de discriminação atribuído a determinados atributos, como gênero e raça.

As máquinas caça-talentos

5 de julho de 2019 Posted by Pessoas, Sem categoria 0 thoughts on “As máquinas caça-talentos”

Inteligência artificial desponta como recurso estratégico das áreas de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas.

As ferramentas de Inteligência Artificial (IA) têm demonstrado capacidades de identificar padrões de comportamento e preferências, traçar perfis e estabelecer projeções das mais variadas. Essas possibilidades vêm sendo, dia após dia, mais frequentemente incorporadas aos ambientes organizacionais, como forma de otimizar processos e alavancar resultados.

Uma das inserções que vem ganhando destaque acontece no setor de recursos humanos ou gestão de pessoas. Segundo pesquisa da consultoria Gartner, 23% das empresas analisadas que têm projetos piloto ou já implementaram funcionalidades de IA, fazem uso da tecnologia no setor de RH e recrutamento. 

Quando se fala na aquisição de novos talentos para as organizações, comumente menciona-se a possibilidade de que processos baseados em IA possam contaminar a seleção com preconceitos e discriminação, como já mencionamos em outro artigo. Mas já há um esforço em minimizar essas interferências e não parece haver a intenção de que a seleção venha a ser um dia totalmente automatizada, sem a intervenção humana. 

Os recursos de IA são utilizados para análise de mercado, identificação de competências, detecção de habilidades correspondentes, entre outros aspectos, que fundamentam as etapas seguintes de seleção. O uso desse expediente é essencial, por exemplo, em empresas de grande porte, que recebem grande volumes de candidatos e contratam muitos colaboradores, bem como na busca de profissionais especialistas ou de perfis raros e específicos. 

A IA também ajuda a vasculhar a comunicação organizacional, por meio de processamento de linguagem e análise textual, para obter insights sobre o clima organizacional, eventuais insatisfações ou fatores desmotivantes. “Como exemplo, ao analisar os comentários compartilhados em uma pesquisa de engajamento de funcionários, uma organização conseguiu descobrir que uma queda no engajamento de um grupo de funcionários se devia a problemas com o uniforme de trabalho – algo que podia ser corrigido direta e facilmente. Isso ajudou a organização a evitar atritos desnecessários, caros e indesejados ”, comenta Helen Poitevin, vice presidente de pesquisa da Gartner. 

Outra possibilidade, essa ainda mais incipiente que as demais, é a utilização de assistentes virtuais de RH. Fazendo uso de chatbots e ferramentas semelhantes, as organizações podem fornecer respostas a consultas de colaboradores, gerar insights sobre métricas da área ou conduzir algumas etapas do fluxo de trabalho do setor. 

São sinais dos tempos: Se, com o avanço da tecnologia, seu chefe pode ser um algoritmo, saiba que o RH da sua empresa – ou melhor, parte dele – também pode. 

O blog de ideias da GoToData

Compartilhe

Facebook
Twitter
LinkedIn