{"id":2277,"date":"2020-01-16T13:52:02","date_gmt":"2020-01-16T13:52:02","guid":{"rendered":"http:\/\/gotodata.com.br\/web\/?p=2277"},"modified":"2020-01-16T13:52:02","modified_gmt":"2020-01-16T13:52:02","slug":"bacterias-e-computadores-bio-iot","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gotodata.com.br\/web\/bacterias-e-computadores-bio-iot\/","title":{"rendered":"Bact\u00e9rias e computadores: Bio-IoT"},"content":{"rendered":"<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Experimento explora a capacidade dos microrganismos para transportar e armazenar informa\u00e7\u00f5es, o que pode resultar em uma vers\u00e3o biol\u00f3gica da Internet das Coisas.<\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A cada vez mais complexa rede de dispositivos conectados entre si e trocando dados a todo momento vem sendo chamada de <\/span><a href=\"http:\/\/gotodata.com.br\/site\/tag\/iot\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Internet das Coisas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (IoT, na sigla em ingl\u00eas). A integra\u00e7\u00e3o desses aparelhos e itens do dia a dia tem se mostrado uma tend\u00eancia que promete estar presente em nossas vidas por muito tempo. S\u00e3o os softwares e circuitos eletr\u00f4nicos tornando nossa vida mais f\u00e1cil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas um grupo de cientistas v\u00eam explorando possibilidades que v\u00e3o al\u00e9m das m\u00e1quinas. Em 2018 o italiano Federico Tavella coordenou <\/span><a href=\"https:\/\/www.technologyreview.com\/s\/610071\/storing-data-in-dna-is-a-lot-easier-than-getting-it-back-out\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">um trabalho<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> que fez com que bact\u00e9rias <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Escherichia coli<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> recebessem e transmitissem mensagens simples, tais como \u201cOl\u00e1, mundo!\u201d. O fato de as bact\u00e9rias serem capazes de se \u201ccomunicar\u201d de forma eficaz, possu\u00edrem diversos mecanismos e \u201csensores\u201d e uma complexa arquitetura de armazenamento e processamento de informa\u00e7\u00f5es chama a aten\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">E. Coli<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> guardam informa\u00e7\u00f5es nos plasm\u00eddeos, estruturas de DNA em forma de anel, e podem transmiti-las a outros esp\u00e9cimes por um processo chamado de conjuga\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, elas se movimentam, possuem receptores na parede celular que detectam luz, temperatura, subst\u00e2ncias qu\u00edmicas etc e s\u00e3o min\u00fasculas. Para completar, s\u00e3o organismos relativamente f\u00e1ceis de \u201cprojetar\u201d e manipular.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A partir dessa constata\u00e7\u00e3o <\/span><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1910.01974\"><span style=\"font-weight: 400;\">Raphael Kim e Stefan Poslad<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, professores da Universidade Queen Mary de Londres, se debru\u00e7aram sobre a pergunta: se \u00e9 assim, por que n\u00e3o usar bact\u00e9rias para desenvolver uma vers\u00e3o biol\u00f3gica da Internet das Coisas?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As aplica\u00e7\u00f5es, segundo eles, podem ser as mais variadas. \u201cAs bact\u00e9rias podem ser programadas e implantadas em diferentes ambientes, como o mar e as \u2018cidades inteligentes\u2019, para detectar toxinas e poluentes, coletar dados e realizar processos de biorremedia\u00e7\u00e3o\u201d. E mais: \u201cAbrigando DNA que codifica horm\u00f4nios \u00fateis, por exemplo, as bact\u00e9rias podem nadar para um destino escolhido dentro do corpo humano, produzir e liberar horm\u00f4nios quando acionadas pelo sensor interno do micr\u00f3bio\u201d, comentam.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas h\u00e1 tamb\u00e9m preocupa\u00e7\u00f5es quanto ao que pode acontecer se o uso desses microrganismos for amplamente difundido. A come\u00e7ar pelo fato de que as bact\u00e9rias n\u00e3o possuem GPS nem funcionam como computadores nos quais a mensagem sai de um lugar espec\u00edfico e se direciona a outro(s) de forma razoavelmente rastre\u00e1vel. H\u00e1 limites em control\u00e1-las.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m o processo de evolu\u00e7\u00e3o desses seres, com muta\u00e7\u00f5es e sele\u00e7\u00f5es, pode gerar consequ\u00eancias imprevis\u00edveis. Sem falar no risco de pessoas mal-intencionadas entrarem no jogo e interferirem de forma negativa, tal qual um hacker espalha um v\u00edrus de computador.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fica a tarefa para a comunidade cient\u00edfica, a de refletir sobre as possibilidades e os limites dessa vertente. \u201cEsses desafios oferecem um espa\u00e7o rico para discuss\u00e3o sobre as implica\u00e7\u00f5es mais amplas dos sistemas da Internet das Coisas, impulsionados por bact\u00e9rias\u201d.<\/span><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Experimento explora a capacidade dos microrganismos para transportar e armazenar informa\u00e7\u00f5es, o que pode resultar em uma vers\u00e3o biol\u00f3gica da Internet das Coisas. &nbsp; A cada vez mais complexa rede de dispositivos conectados entre si e trocando dados a todo momento vem sendo chamada de Internet das Coisas (IoT, na sigla em ingl\u00eas). 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