{"id":1459,"date":"2019-07-12T21:22:55","date_gmt":"2019-07-12T21:22:55","guid":{"rendered":"http:\/\/gotodata.com.br\/site\/?p=1459"},"modified":"2020-01-08T13:53:01","modified_gmt":"2020-01-08T13:53:01","slug":"algoritmos-contra-o-preconceito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gotodata.com.br\/web\/algoritmos-contra-o-preconceito\/","title":{"rendered":"Algoritmos contra o preconceito"},"content":{"rendered":"<h3>Universidade desenvolve ferramenta para reduzir risco de resultados discriminat\u00f3rios em sistemas de Intelig\u00eancia Artificial.<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um dos maiores temores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o da Intelig\u00eancia Artificial \u00e9 a limita\u00e7\u00e3o de acesso ao processo de aprendizagem \u2013 cada vez mais complexo, como nos c\u00e9rebros humanos \u2013 e consequente incerteza em rela\u00e7\u00e3o aos resultados. Com algoritmos exponencialmente sofisticados, como os usados nas m\u00e1quinas de <em>deep learning<\/em> e suas redes neurais, \u00e9 muitas vezes imposs\u00edvel acompanhar o \u201cracioc\u00ednio\u201d seguido at\u00e9 determinada solu\u00e7\u00e3o. Um desafio ainda maior devido \u00e0 acelerada ado\u00e7\u00e3o de sistemas de <em>machine learning<\/em> nas \u00e1reas de seguran\u00e7a, educa\u00e7\u00e3o, finan\u00e7as e neg\u00f3cios, entre outras. Enquanto a maioria dos softwares s\u00e3o codificados com l\u00f3gica program\u00e1vel, ou seja, respondem conforme os par\u00e2metros determinados por seus programadores, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber exatamente qual \u00e9 o processo pelo qual alguns algoritmos de IA passam at\u00e9 que cheguem \u00e0s suas conclus\u00f5es. S\u00e3o os sistemas black box, que j\u00e1 falamos <a href=\"http:\/\/gotodata.com.br\/site\/caixinhas-de-segredos-as-maquinas-que-nao-conseguimos-decifrar\/\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p>As m\u00e1quinas com capacidade de aprender o fazem a partir de informa\u00e7\u00f5es recolhidas previamente, das quais sair\u00e3o os par\u00e2metros para predi\u00e7\u00f5es, a\u00e7\u00f5es e rea\u00e7\u00f5es. Mas, por mais \u201cindependentes\u201d, esses dispositivos s\u00e3o programados e alimentados por humanos e seus dados. Eles carregam vieses pessoais, vis\u00f5es de mundo e distor\u00e7\u00f5es. Como resultado, o risco de sistemas preconceituosos ou discriminat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Um famoso <a href=\"http:\/\/vicenteordonez.com\/files\/bias.pdf\">estudo<\/a> de pesquisadores das universidades de Virginia e Washington mostrou como sistemas de identifica\u00e7\u00e3o de imagens rotularam como sendo de mulheres imagens de homens na cozinha. Afetadas pela tend\u00eancia registrada em seus bancos de dados, as m\u00e1quinas reproduziram um estere\u00f3tipo comum entre os humanos. Situa\u00e7\u00f5es semelhantes j\u00e1 foram encontradas em programas para identificar suspeitos, por meio de reconhecimento facial, e outros.<\/p>\n<p>Pesquisadores da Penn State e Columbia University acabam de apresentar uma ferramenta com o objetivo de identificar discrimina\u00e7\u00e3o indesej\u00e1vel nos sistemas de intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cSistemas como este s\u00e3o treinados por uma imensa quantidade de dados, mas se os dados s\u00e3o enviesados, eles afetar\u00e3o o resultado\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Vasant Honavar, professor da Penn State, cita como exemplo um algoritmo destinado a identificar os melhores candidatos para uma vaga de emprego, baseado em determinadas habilidades. Mas como os dados trazem uma s\u00e9rie hist\u00f3rica em que mais homens foram empregados, no passado, o sistema tem a tend\u00eancia de tamb\u00e9m privilegiar os homens em detrimento das mulheres. \u201cN\u00e3o h\u00e1 nada de errado com os algoritmos, eles fazem o que devem fazer, mas os dados usados aumentam o potencial para recomenda\u00e7\u00f5es injustas. Se nenhuma mulher foi contratada no passado para determinada posi\u00e7\u00e3o, \u00e9 prov\u00e1vel que o sistema n\u00e3o recomende mulheres para uma nova vaga no futuro\u201d, completa o professor.<\/p>\n<p>A menos que modifica\u00e7\u00f5es sejam introduzidas nos algoritmos, como as desenvolvidas pela universidade.\u00a0Os cientistas testaram o novo <a href=\"https:\/\/news.psu.edu\/story\/580213\/2019\/07\/11\/research\/using-artificial-intelligence-detect-discrimination\">m\u00e9todo<\/a> usando diversos tipos de dados dispon\u00edveis, como a renda e demografia do censo norte-americano. A ferramenta de intelig\u00eancia artificial foi capaz de detectar o risco de discrimina\u00e7\u00e3o atribu\u00eddo a determinados atributos, como g\u00eanero e ra\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Universidade desenvolve ferramenta para reduzir risco de resultados discriminat\u00f3rios em sistemas de Intelig\u00eancia Artificial. &nbsp; Um dos maiores temores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o da Intelig\u00eancia Artificial \u00e9 a limita\u00e7\u00e3o de acesso ao processo de aprendizagem \u2013 cada vez mais complexo, como nos c\u00e9rebros humanos \u2013 e consequente incerteza em rela\u00e7\u00e3o aos resultados. 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