{"id":1321,"date":"2019-04-05T17:51:12","date_gmt":"2019-04-05T17:51:12","guid":{"rendered":"http:\/\/gotodata.com.br\/site\/?p=1321"},"modified":"2019-04-05T17:51:12","modified_gmt":"2019-04-05T17:51:12","slug":"respostas-rapidas-e-pensamentos-profundos-o-futuro-da-machine-learning","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gotodata.com.br\/web\/respostas-rapidas-e-pensamentos-profundos-o-futuro-da-machine-learning\/","title":{"rendered":"Respostas r\u00e1pidas e pensamentos profundos: o futuro do Machine Learning"},"content":{"rendered":"<h3>Aprendizagem de m\u00e1quina sobreviveu ao quase esquecimento para voltar ao foco das empresas e cientistas.<\/h3>\n<p><a href=\"http:\/\/gotodata.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/artificial-intelligence-2228610_1280.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1322\" src=\"http:\/\/gotodata.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/artificial-intelligence-2228610_1280-300x188.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/gotodata.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/artificial-intelligence-2228610_1280-300x188.jpg 300w, https:\/\/gotodata.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/artificial-intelligence-2228610_1280-1024x640.jpg 1024w, https:\/\/gotodata.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/artificial-intelligence-2228610_1280.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos surpreendentes, rob\u00f4s, algoritmos complexos, computadores cada vez mais potentes e r\u00e1pidos: bem-vindos \u00e0 espantosa d\u00e9cada de 1960. O mundo vivia suas revolu\u00e7\u00f5es e a intelig\u00eancia artificial era um <em>trending topic<\/em>, com quadrinhos, seriados, filmes e livros investindo no tema. Por pouco tempo. A decep\u00e7\u00e3o com a falta de resultados concretos levou o assunto ao descr\u00e9dito e ao esquecimento por um longo per\u00edodo. Foi necess\u00e1rio um duelo \u00e9pico, mais de 30 anos depois, para as aten\u00e7\u00f5es se voltarem novamente para as m\u00e1quinas pensantes.<\/p>\n<p>Em fevereiro de 1996, o ent\u00e3o campe\u00e3o mundial de xadrez Garry Kasparov enfrentou Deep Blue, o supercomputador desenvolvido pela IBM, com 256 coprocessadores e um banco de dados com mais de 700 mil partidas de mestres do jogo. Kasparov perdeu a primeira rodada, recuperando-se ao longo das seguintes e vencendo ao final por 4 x 2. Confira os lances <a href=\"https:\/\/www.chess.com\/pt\/article\/view\/kasparov-vs-deep-blue-o-confronto-que-mudou-a-historia\">aqui<\/a>. O evento atraiu aten\u00e7\u00e3o mundial e despertou o p\u00fablico para a possibilidade de computadores realmente estarem ganhando novos poderes.<\/p>\n<p>Um ano depois, os dois voltaram-se a se enfrentar para uma revanche. Deep Blue recebera uma atualiza\u00e7\u00e3o completa, mas foi um erro de programa\u00e7\u00e3o o respons\u00e1vel por seu desempenho surpreendente. Na primeira partida, o hoje famoso \u201clance 44\u201d do Deep Blue desconcertou o enxadrista russo, que, mesmo vencendo a rodada, perdeu ou empatou todas as seguintes. Document\u00e1rio de 2014 afirma que um bug no programa levou o computador a tomar uma decis\u00e3o il\u00f3gica.<\/p>\n<p>Deep Blue era um leg\u00edtimo sistema <em>Machine Learning<\/em>, capaz de tomar suas decis\u00f5es e predizer os movimentos do advers\u00e1rio por meio de algoritmos de an\u00e1lise de dados. \u00c0 \u00e9poca do duelo, os termos Intelig\u00eancia Artificial e Machine Learning j\u00e1 haviam se tornado distintos. Pesquisadores de Intelig\u00eancia Artificial focaram abordagens mais l\u00f3gicas e menos dependentes de algoritmos, enquanto o investimento nas redes neurais, teoria das probabilidades e m\u00e9todos estat\u00edsticos definiu o caminho do <em>Machine Learning<\/em>.<\/p>\n<p>No in\u00edcio dos anos 2000, com a dissemina\u00e7\u00e3o da internet, o mundo da Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o percebe o valor dos sistemas focados na an\u00e1lise de dados e o Machine Learning inicia sua ascens\u00e3o. Afinal, os dados tornam-se abundantes e \u00e9 evidente a rela\u00e7\u00e3o entre a quantidade dessas informa\u00e7\u00f5es e a capacidade dos sistemas em aprender com elas. Mais dados, melhores resultados.<\/p>\n<p>Um <em>breakthrough<\/em> definidor, neste per\u00edodo, foi a publica\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.cs.toronto.edu\/~hinton\/absps\/fastnc.pdf\">artigo<\/a>\u00a0&#8220;<em>A fast learning algorithm for deep beliefs nets&#8221;<\/em>, em 2006. O algoritmo proposto pelos autores resolvia um dos maiores desafios das redes neurais e, a partir dele, com algumas poucas contribui\u00e7\u00f5es, surgiu o que hoje denominamos <em>Deep Learning<\/em> e as respectivas <em>Deep Neural Networks<\/em> <em>(DNN)<\/em>.<\/p>\n<p>A empresa de identifica\u00e7\u00e3o de tend\u00eancias Gartner aponta que o termo Intelig\u00eancia Artificial est\u00e1 superexposto, abrangendo uma s\u00e9rie de inova\u00e7\u00f5es em diferentes est\u00e1gios de desenvolvimento e com opini\u00f5es divergentes. Entretanto, em seu mais recente <a href=\"http:\/\/k1.caict.ac.cn\/yjts\/qqzkgz\/zksl\/201808\/P020180814355000666438.pdf\">relat\u00f3rio<\/a> sobre <em>Machine Learning<\/em>, faz um alerta espec\u00edfico aos investidores sobre a import\u00e2ncia da DNN e suas tecnologias associadas, como <em>ensemble learning<\/em> e an\u00e1lise preditiva e prescritiva. A quest\u00e3o, apontam seus especialistas, n\u00e3o \u00e9 o que ela \u00e9 capaz de fazer e sim qual problema pode ser por ela solucionado.<\/p>\n<p>Atualmente, os sistemas de <em>Machine Learning<\/em> est\u00e3o presentes em tecnologias chave para o futuro, como os aparelhos Google Home e Amazon Echo. Pelo crescente investimento, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que esta breve hist\u00f3ria contada at\u00e9 aqui deve continuar pelas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aprendizagem de m\u00e1quina sobreviveu ao quase esquecimento para voltar ao foco das empresas e cientistas. Avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos surpreendentes, rob\u00f4s, algoritmos complexos, computadores cada vez mais potentes e r\u00e1pidos: bem-vindos \u00e0 espantosa d\u00e9cada de 1960. 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