Business Intelligence versus Business Analytics: temos que escolher um lado?

7 de maio de 2019 Posted by Data Science, Negócios, Tecnologia, Tendências 0 thoughts on “Business Intelligence versus Business Analytics: temos que escolher um lado?”

Entenda as diferenças entre os dois campos. Se é que elas de fato existem.

Tão logo os computadores comerciais foram ficando acessíveis, teve início o uso de ferramentas do que convencionou chamar-se de Business Intelligence (BI). A tecnologia e a crescente capacidade de armazenamento e processamento permitiram o desenvolvimento desse ramo, que reúne uma série de atividades e objetivos envolvendo a manipulação de dados estratégicos de uma organização.

Os gestores de médias e grandes empresas vêm, desde então, tendo como aliadas as ferramentas e técnicas de BI no planejamento e execução de suas atividades. Softwares, dashboards e relatórios dos mais diversos dão subsídio para acompanhar, manter, otimizar e/ou simplificar processos e operações.

Na última década, com o avanço do campo de Big Data, novos horizontes foram sendo abertos e as possibilidades de usar dados para a gestão estratégica aumentaram. É quando passa a ser usado o termo Business Analytics (BA), basicamente uma vertente potencializada do BI.

Enquanto o BI se vale de dados históricos do negócio e indicadores atuais para oferecer seu panorama, a visão de BA reúne esse arsenal e, fazendo uso de estatística, data mining e análises quantitativas para propor previsões e projeções para embasar a tomada de decisões. Em outras palavras, enquanto o BI otimiza o desempenho presente, o BA serve de base para preparar uma organização para o que está por vir.

E parece que não é só a dúvida entre a diferença entre os termos que é um problema para as empresas. Um estudo da Gartner Inc. apontou que 87% das organizações têm níveis baixos de maturidade em BI e BA. Parte delas utilizam-se apenas de ferramentas limitadas de BI, como planilhas e dados coletados pelos profissionais em seu dia a dia. Outro segmento observa iniciativas de coleta e análise de dados em alguns de seus setores ou unidades, mas sem qualquer liderança ou orientação integrada.

Estruturas de TI antiquadas ou muito simples, limitações na colaboração entre os membros da organização, dados esparsos ou pouco claros e até mesmo gargalos gerados pela equipe de TI podem retardar o desenvolvimento em matéria de Business Intelligence e Analytics.

Junto dos indicadores, a Gartner aponta quatro etapas a serem seguidas para desenvolver as capacidades e potencializar o impacto nos negócios:

  • Desenvolver dados de forma holística e traçar estratégias de forma clara e integrada, reunindo as visões dos gestores de TI, negócios e outras;
  • Criar uma estrutura organizacional flexível, explorar os recursos de análise e implementar treinamento contínuo para os responsáveis por essa função;
  • Implementar um programa sólido de governança de dados;
  • Criar plataformas integradas de análise que suportem amplas possibilidades de uso.

A implementação da cultura de BI e BA pode não ser fácil ou não acontecer da noite pro dia, mas, pelo visto, um lugar de destaque no mercado cada vez mais competitivo está reservado para quem emprega esforços e recursos nisso. A transformação digital já não é mais um caminho possível. É uma via obrigatória.

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